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Papo de gandula


Por Wallace Mattos

17/05/2011 às 07h00

Arrumando confusão

Caros e caras, hoje tirei a coluna para criar confusão. Sei que diversos torcedores, de muitas torcidas diferentes, vão dizer cobras e lagartos após lerem o final dessas mal traçadas, mas não consigo evitar. Primeiro, comecemos pelo começo. No último sábado, estive na cobertura do amistoso América-MG x Botafogo, no Estádio Municipal. E minha pulga atrás da orelha voltou a incomodar.

Legal ver o Mário Helênio com bom público – 9.455 presentes. Mas, me perguntei: onde estão esses torcedores quando o Tupi joga? Seria bom ver pelo menos alguns nas arquibancadas. Se a torcida local se esforçasse um pouco mais em incentivar o Carijó no estádio, poderia ela mesma garantir o complemento de verba mensal necessário para que o clube local assegurasse sua participação na Série D. Afinal, os próprios juiz-foranos garantiram no sábado mais de R$ 66 mil de renda ao Coelho e ao Glorioso.

É bom lembrar também que os jogos do Alvinegro de Santa Terezinha são as únicas oportunidades – enquanto Sport e Tupynambás ainda tentam renascer – de o torcedor local ver confrontos de Primeira Divisão no Estadual ou de alguma série do Campeonato Brasileiro na cidade. Talvez seja um desejo ingênuo, mas gostaria muito de ver o torcedor na arquibancada como no sábado em jogos do Tupi sem que o adversário seja um grande da capital.

Creio que é mesmo mais fácil ficar no conforto de casa, ouvindo os jogos pelo rádio ou acompanhando pela TV. Mas, quem faz isso não pode cobrar depois, dizendo que não vai ao estádio porque o Tupi não tem time. Para ter esse direito, o torcedor tem que fazer sua parte mínima, que é ir às partidas. Talvez com cerca de 5 mil torcedores em todos os jogos em casa, por exemplo, garantindo uma renda de R$ 25 mil por partida, o clube consiga dar o salto de qualidade que precisa. É bom pensar…

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Na decisão do Campeonato Mineiro, o resultado não me agradou em nada mesmo. Não que não ache o Cruzeiro muito mais time que o Atlético, mas ter que aguentar a depressividade do pseudotécnico da Raposa na entrevista coletiva após ser campeão foi demais. Era melhor que tivesse perdido o título, assim teria motivo para ficar tão para baixo e sua expressão tão carregada. Mais uma prova do desequilíbrio desse(a) Cuca. Logo após ganhar seu segundo título da carreira, ele não usou os microfones para agradecer a quem contribuiu, exaltar os pontos fortes de seu time ou valorizar sua vitória. Preferiu atacar a turma de humor do Bola nas Costas, da Rede Globo, que havia feito uma brincadeira com o fato de ele não levar sorte em decisões. Pior para ele, que acabou elencando sua série de derrotas e deu mais munição aos humoristas. Respeito, pseudotreinador, não se assegura na marra, conquista-se com atitudes, e essa não é uma delas.

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Com o Campeonato Brasileiro batendo à porta, coloco meu pescoço para fora da água e dou alguns palpites. Meus candidatos ao título antes de começar a competição são Santos, Internacional e Cruzeiro (contando com a saída do pseudocomandante). Com elencos fortes e jogadores que podem fazer a diferença, esses três estão prontos para brigar lá em cima. Um pouco mais abaixo vêm o Fluminense, uma incógnita com seus problemas internos, além de Corinthians, Flamengo e São Paulo, com elencos em reformulação e precisando de contratações – que podem ou não dar certo – para ir bem. Vasco – ainda com o fator Copa do Brasil, que, se ganhar, derruba a equipe no Nacional -, Botafogo, Atlético-MG, Grêmio e Palmeiras, se quiserem disputar as primeiras posições, vão ter que se reforçar sem gastar muito, pois não têm tanto dinheiro em caixa. Do grupo que deve ficar pelo meio da ou brigando por uma ascensão meteórica, o único que já assombrou até agora foi o Coritiba, mas tudo dependerá de quem a equipe vai perder nos próximos meses. O resto deve mesmo fazer figuração e tentar aprontar das suas para não cair.