Papo de gandula
OBSERVAÇÕES PARA O FUTURO
Caros e caras, antes de mais nada, parabéns ao Tupi pela conquista do título do interior – a primeira do ano do centenário – e a vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro. Agora é hora de tentar uma intromissão na festa armada para as equipes da capital.
Nessa parte, passaria para a análise do jogo de domingo, mas antes cabe um esclarecimento: não sou ingênuo de pensar que as duas equipes não iriam diminuir o ritmo no segundo tempo e, com o resultado favorável – no caso do último fim de semana o empate – passassem a tocar a bola, não se lançar ao ataque e nem adiantar a marcação. Também não acho que isso seja ruim, afinal, foi o que fizeram durante o campeonato – que muitos acreditavam perdido para o Tupi – que proporcionou a situação de conforto no fim da partida empatada.
Por fim, não concordo com quem bradou que foi um jogo de compadres. O que houve foi, nos 15 minutos finais, uma tentativa do Atlético-MG, desgastado pelo jogo no meio de semana pela Copa do Brasil, desfalcado e receoso em ser derrotado, e uma acomodação natural do Tupi, que com o empate atingia todos os objetivos propostos depois de uma fantástica arrancada no Estadual. Situação comum, sobra a qual muitos tentam forçar uma polêmica desnecessária.
Assim, vamos à análise do período no qual ambas as equipes buscaram o resultado. Quer dizer, o Atlético tentou e o Tupi efetivamente buscou a vitória. A rigor, o time de Belo Horizonte teve uma única boa chance no primeiro tempo, com o meia argentino Escudero. Depois, o que se viu foi um massacre do Tupi, sempre perigoso com as escapadas pela direita.
Valeu o ingresso o baile do meia Henrique em Richarlyson. Foram pelo menos três dribles desconcertantes, no qual o lateral do Atlético tentou apelar para os carrinhos e ficou no vazio, com o bumbum no chão. Outro destaque individual que faço do jogo é o zagueiro Fabrício Soares, mesmo improvisado na lateral-esquerda. Como é bom ver um jogador de classe marcar sem dar pontapé. Ensinou ao jovem Bernard que nem só de juventude e velocidade se faz um bom jogador. Experiência e categoria sempre têm sua hora e lugar.
Para fechar, acredito que o técnico Moacir Júnior, raposa felpuda do futebol mineiro, já sabe que o time de Belo Horizonte virá com outros ares para o primeiro jogo da semifinal. Assim, é bom projetar as observações para o futuro. Cuca vai querer parar Henrique de qualquer maneira, e contará com a volta do cão de guarda Pierre para isso. Em compensação, não terá Réver, uma referência na defesa. Não creio que um dos grandes do estado jogue para se defender nunca, mas já prevejo um Atlético menos adiantado. Talvez até o treinador da capital já não considere ruim levar uma nova igualdade sem gols para o confronto de volta.









