Lutador de JF busca título no Rio
Treinador e aluno estarão representando Juiz de Fora no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Olímpico. A competição acontece hoje, a partir das 8h, no ginásio do Canto do Rio Futebol Clube, em Niterói, e é organizada pela entidade brasileira que luta pela inclusão da arte marcial como esporte olímpico, contando com algumas regras diferentes do jiu-jitsu tradicional.
Estarão nos tatames niteroienses o professor Antônio Inácio, 30 anos, na faixa preta, adulto, peso médio, e seu pupilo Valdiney de Souza, 37, na faixa azul, sênior, peso pluma. Segundo o mestre, ambos vão para buscar o título nacional.
No ano passado, não fui para o Brasileiro porque troquei pelo Mundial. Esse ano vou para buscar o título. Tenho treinado bastante e ido pelo menos uma vez por semana ao Rio para praticar na academia Gracie Humaitá, a qual represento. Já o Valdiney foi vice-campeão estadual em 2010 e também está forte para essa competição deste ano. Acredito que ele tenha grandes chances de voltar de lá como campeão também, explica Inácio.
Falta dinheiro
Para poder viajar para o Brasileiro, o local conseguiu um apoio que ajudou no custeio da viagem até o Rio. Mas, a intenção de Inácio é disputar também o Sul-Americano, na Argentina, entre 27 de abril e 1º de maio. Assim, ele precisa levantar mais fundos rapidamente, pois quer defender o título continental conquistado em 2010.
Na última semana, o local conseguiu a ajuda do Conselho Municipal de Desportos (CMD) para custear parte do que vai gastar para disputar a competição internacional, mas ainda falta dinheiro para a viagem até Buenos Aires. O lutador repete então a rotina de se preocupar com treinos e correr atrás de financiadores.
Na disputa do Brasileiro, a Autoescola Andorinha vai me ajudar, e consegui bancar a ida a Niterói. Mas, para ir à Argentina, ainda falta dinheiro. Estou me virando entre um treinamento e outro e correndo para ver se levanto o que preciso. São cerca de R$ 600. A cabeça fica a mil, como em 2010, quando passei pela mesma situação. Ainda bem que, dentro do tatame, a gente esquece tudo ou usa o aperto como motivação extra. Deu certo no ano passado e voltei com o título. Espero ter a oportunidade de defendê-lo, deseja o lutador.









