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Basquetebol do Futuro tem apoio do Sesi para ampliar projeto

Após ficar 18 meses apenas com atividades remotas, alunos voltam às quadras com estrutura nova


Por Gabriel Silva, sob supervisão da editora Regina Campos

16/11/2021 às 07h00

Desde setembro, o Projeto Basquetebol do Futuro (PBF) está de casa nova em Juiz de Fora. A direção da equipe firmou parceria com o Sesi Trabalhador para a utilização da estrutura localizada na Avenida Brasil, na região Central. O convênio, oficializado no último mês de setembro, deu fim a 18 meses de paralisação e aumenta a expectativa pela ampliação do projeto, que já coleciona sucessos na formação de atletas de basquete na cidade.

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Direção do Basquetebol do Futuro firmou parceria com o Sesi Trabalhador para a utilização da estrutura na Avenida Brasil (Foto; Fernando Priamo)

A parceria entre Sesi e PBF surgiu justamente no momento mais delicado do projeto. Antes localizado no Olímpico Atlético Clube, também na região central, o PBF paralisou com a eclosão da pandemia em março de 2020 e não conseguiu voltar com as atividades presenciais durante todo o ano. Por 18 meses, os treinadores do projeto mantiveram apenas contato virtual com os alunos, passando exercícios para os jovens praticarem em casa. “Foi um período difícil, com experiências novas, já que a gente teve que recriar as ações. Nós temos o nosso grupo, e, basicamente, eram apenas conversas on-line”, conta o coordenador do projeto, Daniel Defilippo.

Em 2021, o trabalho na formação de atletas completou 30 anos. Desde 1991, o projeto prepara garotos de 8 a 17 anos no esporte. Apesar de já ter tido outras parcerias, como com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é a primeira vez que o PBF atua em conjunto com o Sesi. A oportunidade surgiu pela decisão da instituição em terceirizar algumas práticas esportivas por meio de chamada pública.

A parceria é efetivada como uma via de mão dupla: o PBF teve a chance de reativar os trabalhos, enquanto o Sesi pôde retomar a prática de basquete. “O projeto tem a importância de retomar a modalidade do basquete no Sesi, que há muito tempo havia parado. Com toda a estrutura que temos, abrimos as portas para o PBF reiniciar o projeto. Tem tudo para continuar crescendo e agregar valor ao esporte em toda a cidade”, avalia o supervisor técnico do Sesi, Carlos Eduardo de Andrade.

Estrutura privilegiada

Com o convênio, o PBF passa a dispor de toda a estrutura do Sesi, que também fornece os materiais para a prática, como bolas, cones e demais itens necessários para as aulas. Outra vantagem é o trabalho administrativo, como a admissão de alunos pelo projeto e as matrículas, processos que também passaram a ser responsabilidade do Sesi. “É uma estrutura totalmente adequada para a prática. A gente tem dois ginásios à disposição, segurança no acesso às atividades, material de qualidade, quadra… Nós temos toda a estrutura que precisa para fazer uma aula. A gente não tem mais preocupação com limpeza, entrada e saída de alunos”, reflete Daniel.

A transição dos alunos para a nova estrutura, que poderia ser complicada, acabou superando as expectativas da direção. Segundo o coordenador, todos os jovens jogadores que praticavam o esporte no Olímpico já estão frequentando as quadras do Sesi, totalizando 25 crianças e adolescentes logo na primeira semana do retorno das atividades. Atualmente, já são cerca de 40 atletas compondo as turmas. “A gente estava esperando uns 20 alunos, mas já estamos com quase 40 com um mês de aula. Vamos começar a ter aula de manhã. A ideia é tentar chegar em dezembro com os nossos horários completos”, projeta o coordenador.

O otimismo é influenciado também pelo momento favorável que o esporte passa no Brasil. Com transmissões pela TV aberta da liga americana de basquete e também do campeonato brasileiro, o esporte tem retomado o protagonismo que tinha no país no final do século passado. Tudo isso, segundo Daniel Defilippo, passa pela organização interna do esporte no país. “Na década de 90, a gente perdeu espaço por não conseguir alcançar ciclos olímpicos. Nesse mesmo tempo, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) se organizou e voltamos a ter espaço na mídia. (…) A grande importância da volta à mídia foi o basquete ter se organizado internamente.”