Papo de Gandula: ‘Não é o fim do mundo’
Caros e caras, a situação do Tupi é mesmo de desesperar o torcedor, com chances remotas de o time se livrar do rebaixamento. Mas nessa hora, prefiro me agarrar ao fio de possibilidade que ainda resta e buscar o que ainda há de forças para tentar ajudar o time na possibilidade de permanência na Série C. Como já disse aqui mesmo, nunca fui de abandonar nada, especialmente o Carijó, e não vou começar agora. A esperança é a última que morre mesmo – e olha que o time de Juiz de Fora andou judiando dela nas últimas rodadas.
Estarei lá, no Estádio Municipal, no próximo sábado, torcendo por uma vitória e de ouvido ligado em Madureira, Santo André e Goiânia, secando, claro, com esperança de que as chances de sobrevivência na Série C não acabem neste fim de semana. Irei não só porque é minha missão de profissional – que no próximo fim de semana está de folga -, não só porque já vivi muita coisa no futebol e vou morrer sem viver tudo, mas também para simbolizar que estou com o Tupi seja em qual situação for. Não tenho medo de cara feia e nem de Série D.
A quem anda revoltado com a possibilidade cada vez maior de queda para a Quarta Divisão do Brasileiro eu digo: não é o fim do mundo. Fim do mundo era o Tupi estar ameaçado de fechar as portas do departamento de futebol profissional e disputar o Módulo II do Campeonato Mineiro, às voltas com o rebaixamento para a Segunda Divisão do Estadual – essa sim, a versão futebolística do purgatório.
Tem muito torcedor de última hora ou que estava nas fraldas nesses tempos tenebrosos cobrando hoje como se a conjuntura atual fosse a mesma daqueles anos. Há que se colocar as coisas em perspectiva. No barato, em 2013, mesmo na Série D, teremos futebol em Juiz de Fora no primeiro e no segundo semestre. Não é bom, o melhor é permanecer na Terceirona, mas, repito, não é o fim do mundo.









