Os pés pelas mãos
Com um copo na mão
á adianto que não foi o companheiro de redação Ricardo Miranda, mas um amigo cruzeirense me fez um pedido especial ontem: Vê se o seu Corinthians faz o favor de parar o Atlético nessa Libertadores. Achei inusitado, porém garanti que irei me esforçar para atender o anseio. Se pudesse vestir a camisa, estaria dentro de campo para dar uma força ao Ralf na marcação. A preocupação do nobre torcedor da Raposa é justificada. Nestes primeiros meses de 2013, quem está jogando o melhor futebol do Brasil é o tal de melhor Galo do Mundo, como eternizou o jornalista que faz de piadas, bordões e jabás modo de vida.
Dono da melhor campanha do torneio mais desejado das Américas, o Atlético começou a temporada deixando para trás os badalados campeões do mundo, o Timão, e brasileiro, o Fluminense. A força do time mineiro está exatamente na manutenção de uma linha de trabalho independente dos objetivos alcançados. Coisa que o Flamengo, por exemplo, parece não entender com facilidade, visto o processo de fritura por qual o técnico Dorival Júnior sofre na Gávea, enquanto Paulo Pelaipe, diretor de futebol, flerta com o antigo affair Mano Menezes.
Mesmo após a refugada atleticana no Brasileirão 2012, o Galo prestigiou Cuca. Antes questionado, o treinador voltou a mostrar que sabe montar um bom time. Pelo menos quando consegue controlar seus ânimos, ora irrefreáveis. O Atlético apresenta um esquema de jogo tão sólido quanto maleável, graças à qualidade de seus jogadores de frente, Jô, Tardelli e o excelente Bernard, municiados por um mágico Ronaldinho Gaúcho em dia com o bom futebol. O desempenho de coadjuvantes como Leandro Donizete e Pierre é mais uma prova do bom trabalho do comando técnico.
Observado tudo isso e por saber que será uma parada dura, meu amigo Serginho, só posso garantir uma vez mais que vou me esforçar ao máximo na tentativa de parar seu maior rival . Mesmo que esse máximo seja torcer como um louco, com um copo na mão direita.









