O fim do mundo
Se o calendário maia estiver certo, e o mundo acabar mesmo na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro, gostaria de fazer algumas constatações derradeiras. Primeiramente, lamento o fato de o Tupi ter voltado para a Série D do Campeonato Brasileiro. Tivessem antecipado o fim do mundo em um ano, o Carijó desapareceria em ascensão. Seria mais justo. Por outro lado, adiando a nova extinção das espécies em um ano, sobraria tempo para o Sport Club Juiz de Fora ficar sem campo e arquibancada. Mas, daqui a uma semana, tudo vai por água (ou fogo) abaixo, do jeito que está.
No futebol carioca, o mundo vai acabar sem que o Flamengo consiga montar um time competitivo. O Vasco, por sua vez, vai se livrar de um possível rebaixamento em 2013, além de não ter de se desfazer de Juninho Pernambucano. O Fluminense levará sabe Deus para onde o título de último campeão brasileiro de futebol. No caso do Botafogo, a situação é mais dramática. A diretoria vai encaminhar um ofício ao povo maia pedindo alteração do calendário. O receio é de que, acabando o mundo na próxima sexta-feira, o time seja prejudicado.
Voltando a Minas, é possível que o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, use seu Twitter para reclamar que o Galo está sendo prejudicado justamente quando voltaria a disputar a Libertadores da América. Do outro lado da Lagoa da Pampulha, na Toca da Raposa, vai ter dirigente do Cruzeiro negando a venda do Montillo mesmo para depois do fim do mundo. Isso não quer dizer que o time não vá querer lucrar com a venda jogadores até a meia-noite do dia 20. Vender o Wellington Paulista para um time europeu e repatriar o Thiago Ribeiro, de fato, é coisa de outro mundo.
E os corintianos? Teriam apenas uma semana para comemorar o Mundial de Clubes. Isso se passarem pelo Chelsea amanhã. Caso contrário, para muitos será mesmo o fim do mundo, independentemente da profecia maia. Para o Palmeiras, seria um ótimo negócio não ter que disputar a Série B mais uma vez. Mesmo o São Paulo sairia bem do fim dos tempos, pois não precisaria esperar a eternidade inteira para ver o Ganso jogar como em 2010. O Santos, enfim, ficaria sem Neymar, que seria enviado a outra galáxia. Afinal, um talento assim não deve ser desperdiçado.









