Tupi empata com o Luverdense em casa

Novamente com oportunidades desperdiçadas, pequeno público, agora de 360 pagantes, mas sem gol no fim, o Tupi não saiu do zero com o Luverdense pela nona rodada da Série B, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio. O primeiro empate carijó na competição levou os juiz-foranos aos 4 pontos na tabela, na vice-lanterna, enquanto a equipe mato-grossense chegou aos 13 pontos e oitavo lugar.
“Estou muito feliz por ter voltado, senti cãibras, mas aguentei. E o importante é somar pontos. Lutamos até o final, não tomamos gols e agora é descansar e trabalhar para o próximo jogo. A torcida não tem paciência, mas dentro de campo temos tranquilidade”, avaliou o meia Hiroshi.
O jogo
As estreias do meia Hiroshi, recuperado de luxação no ombro, e do técnico Estevam Soares no Estádio Municipal alimentavam a pequena esperança dos fiéis torcedores nas arquibancadas. A frase “hoje vai, Galo” partia dos torcedores paralelamente ao apito inicial. Entretanto, o Luverdense parecia disposto a esfriar ainda mais os agasalhados apaixonados pelo Tupi. Logo aos 4 minutos, Jean Patrick puxou veloz contra-ataque e rolou para o atacante Hugo, que finalizou no pé da trave esquerda de Rafael Santos, desperdiçando clara chance de gol.
Espaçados em campo, os donos da casa ameaçavam somente em bolas paradas. O alto número de erros proporcionava rápidas transições ofensivas do adversário, como aos 31, quando Ricardo interceptou passe de Hiroshi e arriscou de fora da área para grande defesa de Rafael Santos. A única jogada lúcida do Tupi ocorreu sete minutos depois, com rápida inversão de bola em passes curtos e finalização por cima do gol de Vinicius Kiss.
O Carijó voltou do intervalo com o zagueiro Rodolfo Mol no lugar de Hélder, que reclamou de dores no joelho. A equipe passou a mandar no jogo, com Hiroshi quase marcando em finalização de fora da área e cabeceio já antes dos 10 minutos. Simbolizando o cenário carijó, todavia, o maior número de aplausos veio quando o quarto árbitro sinalizou as saídas de Thiago Silvy, aos 14, e de Giancarlo, 12 minutos depois, dando lugar a Gabriel Sacilotto e Rubens.
Aos 20 minutos, em mais um contra-ataque visitante, Hugo perdeu nova chance dentro da grande área. O relógio apontou 31 minutos e veio, então, lance inacreditável protagonizado pelos juiz-foranos. Rubens recebeu cruzamento da direita, cabeceou no ângulo e Gabriel Leite salvou. No rebote, Sacilotto, livre da pequena área, isolou, levando centenas de mãos carijós às cabeças nas arquibancadas no último lance de perigo do duelo, que foi encerrado sob novos aplausos irônicos do torcedor com o primeiro empate da equipe no campeonato.









