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‘Temos um potencial gigantesco em Juiz de Fora’: treinador e amigo pessoal de João Fonseca analisa cenário do tênis na cidade

Felipe Paiva tem uma academia de tênis há mais de dez anos no município


Por Vinicius Soares

14/05/2026 às 14h00

“Estamos na melhor fase do tênis no Brasil”: Essa é a visão de Felipe Paiva, professor de tênis, atleta sênior, amigo pessoal de João Fonseca e treinador. O tenista foi o convidado do “Dá Jogo”, programa esportivo do YouTube da Tribuna de Minas, transmitido ao vivo nessa quarta-feira (6). Paiva reforçou a importância da iniciação esportiva no tênis ser feita na infância, avaliou o cenário da modalidade em Juiz de Fora e no Brasil e comentou sobre o seu contato com o principal tenista brasileiro do momento. A entrevista completa está disponível abaixo.

Felipe destacou que o principal elemento para um bom desenvolvimento no tênis é a prática constante e a paciência, já que os resultados tendem a aparecer apenas a médio e longo prazos.

“Como o tênis é um esporte muito difícil, um esporte de muita repetição, quanto antes você desenvolver algumas habilidades, é melhor. E é importante você ter horas de quadra, é uma expressão que a gente fala como se fosse ‘hora de voo’. Você tem que estar na quadra, treinando, aprendendo, não tem jeito. É um esporte extremamente a longo prazo”, afirmou o treinador.

‘Temos um potencial gigantesco em Juiz de Fora’: treinador e amigo pessoal de João Fonseca analisa cenário do tênis na cidade
Felipe Paiva tem o seu trabalho voltado para a formação de atletas (Foto: Reprodução/Instagram)

Evolução passa por apoio e mudança de postura

Felipe acredita que o Brasil vive seu melhor momento dentro do tênis na história baseado na quantidade de atletas, homens e mulheres, que praticam a modalidade no mais alto nível mundial. “A gente teve o Guga número 1 do mundo. Mas era só o Guga”, pontuou. Porém, o treinador acredita que o país tem um potencial ainda maior, mas para que ele seja alcançado é necessário um maior apoio do Poder Público e uma mudança de postura de treinadores e jogadores.

Academias e os treinadores não são os problemas. O problema do Brasil é o investimento. É o governo que não incentiva tanto o esporte. Outra questão que é uma grande dificuldade é a logística. O Guto (Luís Augusto Queiroz), por exemplo. Ele mora em Brasília, mas vai treinar no Rio. Ele tem que pegar avião. Passagem de avião não é barato. Em Buenos Aires, por exemplo, onde dez dos top 100 do mundo moram, em quinze minutos um está na academia do outro, fazendo esse intensivo entre eles, porque é importante um treinar com o outro. O Brasil ainda tem um pouquinho desse ego do treinador, de não deixar o atleta ser treinado por outro treinador”, analisou.

Cenário promissor

Para Felipe, o cenário do tênis em Juiz de Fora é semelhante ao que acontece pelo Brasil. O treinador enxerga que a cidade possui um potencial gigantesco, mas a evolução esbarra na falta de apoio governamental e união dos clubes.

“O que eu vejo é até um apelo meu. Os clubes aqui de Juiz de Fora não abrem as portas com tanta facilidade como outros clubes. Acabei de voltar de Brasília. O Iate Clube, que é um dos clubes mais fantásticos que eu vi, e que o Guto treina, cede várias quadras para os meninos treinarem. O clube é o seguinte: sempre vai ter um sócio que vai achar ruim, não tem como agradar todo mundo. Mas tem que ter uma pessoa à frente do tênis, que gosta do tênis, que vê um potencial”, relatou.

Tópicos: dá jogo