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JF Imperadores se reestrutura e foca em atletas locais

Com novo presidente, JF Imperadores foca em resultados no longo prazo com capacitação dos jogadores da região e chegada de referências para a comissão técnica

Por Bruno Kaehler

14/03/2019 às 21h33

“Queremos voltar a possuir um nome respeitado em cenário nacional. Todos têm que saber que o JF Imperadores ainda está aqui. Não acabou, mas se reestrutura e consolida novamente”
Marcos Antônio Nogueira, presidente da equipe (Arquivo Pessoal)

Até 2018, o JF Imperadores conquistou, em um curto período, resultados de relevância no cenário nacional do futebol americano. Após o balde de água fria com o rompimento da parceria com o Cruzeiro e da suspensão de competições da BFA até a próxima temporada, a palavra da vez passou a ser reestruturação. Sob novo comando, agora com o presidente Marcos Antônio Nogueira, o caminho da equipe que disputa o Campeonato Mineiro e ainda terá a Copa Ouro no segundo semestre, está na valorização dos próprios atletas e do investimento em estrutura de trabalho.

“O projeto está mais com os pés no chão, caminhando agora com uma visão a longo prazo. Não pensamos como nas antigas gestões, em que tivemos um bom aproveitamento em curto prazo. Explodimos muito rápido, mas não foi compatível com o que a nossa estrutura tinha de resposta. Hoje pensamos mais em investir nos atletas da cidade e da região, em comissão técnica para a capacitação dos jogadores. Trazer alguém que entenda muito de futebol americano para Juiz de Fora para nos capacitar e colocar os atletas em nível nacional futuramente. Além de contratações pontuais”, explica Nogueira.

Hoje, o JF Imperadores conta com cerca de 70 atletas. Não há um head coach, mas um coordenador defensivo, Júlio Almeida, e um coordenador ofensivo, Raphael Menezes – este também quarterback da equipe. Para que o clube consiga arcar com viagens e outras despesas, uma mensalidade de R$ 40 é cobrada de cada integrante. No Campeonato Mineiro, 60 jogadores estão inscritos. “Como o esporte é amador, trabalhamos dessa forma e buscando, ainda, uma força-tarefa para conquistar novos patrocinadores. Nosso objetivo é formar uma comissão técnica sem atletas, para não acumularem função “, explica o mandatário.

A reestruturação passa por uma nova consolidação do projeto, segundo Nogueira. Para todas estas metas, a transparência tem sido a arma. “Como tivemos problemas anteriores, queremos voltar a possuir um nome respeitado em cenário nacional. Todos têm que saber que o JF Imperadores ainda está aqui. Não acabou, mas se reestrutura e consolida novamente. Para isso queremos que todos os atletas saibam o que ocorre com a equipe. As informações não ficam só com a diretoria. Teremos partes financeira e administrativa transparentes. Precisamos dos atletas, são o nosso bem maior.”
Aos interessados em fazer parte do projeto, Nogueira conta que um novo try out deve ser realizado no meio do ano, mas que os atletas também podem fazer contato com o JF Imperadores pela página no Facebook (facebook.com/jfimperadores/).

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O novo presidente

Presidente do JF Imperadores há um mês exato, Nogueira, 26 anos, também é wide receiver da equipe, camisa 12, desde os tempos de JF Mamutes, antes da fusão com o Red Fox. Atendente de telemarketing no âmbito profissional, o apaixonado pelo esporte da bola oval conhece a fundo, vivenciou a montanha-russa na administração do Império por fazer parte das equipes como atleta e diretor. “Sempre participei assiduamente, um dos atletas mais presentes dentro de campo”, garante.

Nogueira foi eleito em chapa única no mês passado, após se prontificar a contribuir na gestão do time juiz-forano. “O Germano (ex-presidente) disse que estava com outras prioridades, faculdade, e não conseguiria seguir. Montamos um grupo, então, de pessoas interessadas em ajudar a equipe. Essa comissão montou uma chapa, escolheu os cargos. Fizemos uma convocação para montagem de outras chapas, mas não teve nenhuma outra. Fomos, então eleitos por aclamação”, explica.

‘Ainda há um certo preconceito’

Ainda há resistência, na visão de Nogueira, ao futebol americano na cidade. Prova disso é que a estreia da equipe neste Campeonato Mineiro, contra o Univás Gladiadores, de Pouso Alegre, domingo (10), ocorreu em Rio Novo (MG). “Buscamos campos do Tupi, Sport, alguns locais, mas infelizmente não cedem. Alguns por questão de cronograma da própria equipe de soccer, e outros por até preconceito com futebol americano. Dizem que estraga o gramado. Os campos de várzea normalmente já têm jogos de várzea e não abriram mão para a gente. Ainda há um certo preconceito”, conta Nogueira, que lembra não ter entrado em contato com a Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura ainda.

O campo da UFJF, principal palco da equipe enquanto JF Imperadores, ainda terá negociação afinada. “O único campo que fornece tudo para a gente ainda é o da UFJF. Só que para esse primeiro jogo disseram que tinham uma manutenção do gramado, não puderam emprestar. Na semana antes do jogo fui lá e encontrei times de JF jogando. Mas prefiro entender mesmo que é manutenção e, no final de abril, voltamos com a parceria.”
Na estreia do Estadual, os juiz-foranos sofreram revés de 21 a 18. O próximo confronto é no dia 31 de março contra Betim Bulldogs, em Betim. Uma vitória encaminha a classificação para a segunda fase do torneio – as semifinais.

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