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Diário de um atleta


Por WALLACE MATTOS/REPÓRTER

13/07/2011 às 07h00

Participei do Treinão Pré-Fogueira! Não só participei, vivi intensamente o Treinão. Antes de começar, estava preocupado se conseguiria ou não finalizar a distância, pois os 9,2km programados por meu técnico, Marcos Hallack, foi o maior percurso dessa série de treinamentos para a Corrida da Fogueira, da qual participarei no dia 30 de julho. Bateu uma ansiedade grande, frio na barriga e até a dúvida de ser capaz ou não de correr em uma estrada de terra.

Mas, chegando ao restaurante usado como base da equipe Saúde Performance para a atividade, na BR-040, já fui entrando no clima, conversando com as outras pessoas do time, fazendo o aquecimento e, quando percebi, já havia começado a correr. Na ida, a estradinha de chão, em meio à Zona Rural de Juiz de Fora, foi revelando lugares pitorescos, casinhas simples e cenários bucólicos. O ar puro e um pouco gelado da manhã de domingo convidava a intensificar as passadas para fugir do frio e tudo distraía a cabeça. Realmente, correr assim dá muito mais prazer, mesmo que você renda um pouco menos por ter que prestar atenção onde pisa e ter cuidado com o cascalho do caminho.

De repente, me percebi em um lugar familiar. Tentei negar, mas era para lá mesmo que eu estava indo: o Vira Zói. Local conhecido por quem pratica esportes em contato com a natureza, como mountain bike e o trekking, na cidade, essa é uma subida que exige tudo do quem a faz – daí o apelido. Desci as trilhas laterais ao morro – que revelam o mais lindo cenário das montanhas próximas a Juiz de Fora que já vi – já imaginando que teria que subir o famigerado Vira Zói. Nesse ponto, nem a beleza natural desviou meus pensamentos de maldição ao Hallack.

No início da subida, percebi que tanto fazia correr – a passadas pequenas, pois o morro é calçado com pedras – ou andar a passadas largas – no estilo escalada. Alternei os dois e cheguei lá em cima. A essa altura, já não ligava mais para o cenário, amaldiçoava o ar puro e me perguntava o que diabos estava fazendo ali. Mas esse foi só um momento. Logo percebi que fazia o caminho de volta e planejava a corrida em trechos mais à frente, pensando em me poupar para as subidas e aproveitar para embalar nas descidas.

Assim terminei o treino em 56 minutos – 28 para ir e 28 para voltar, como um relógio -, pois tinha previsão de fazer a média de 1km em 6 minutos. Consegui. E a sensação logo depois não era de cansaço, e sim de muita satisfação. Quero ir de novo. Mas, por ora, o objetivo é completar do mesmo modo a Corrida da Fogueira. Enquanto isso, vejo vocês correndo por aí!