Bronze no TAFC coloca atleta de Juiz de Fora entre as melhores do futevôlei do país
Mariana Cipriani conquista terceiro lugar no principal torneio da modalidade em trabalho conjunto com o treinador Leonardo Catharino
O futevôlei de Juiz de Fora ganhou destaque nacional com o desempenho de Mariana Cipriano no Team Águia Footvolley Cup (TAFC), considerado o principal torneio da modalidade no Brasil. A atleta, já consolidada há anos no top-12 do ranking nacional, conquistou o terceiro lugar na competição realizada no último mês, em João Pessoa-PB, resultado que simboliza anos de dedicação e um trabalho coletivo que vai além das quadras de areia.
Embora tenha contato com o esporte há cerca de uma década, Mariana considera que sua trajetória profissional começou há quatro anos, quando iniciou a parceria com o treinador Léo Catharino. Desde então, a atleta passou a estruturar a rotina de treinos com acompanhamento multidisciplinar. “Tem treino específico, treino de força fora da areia, alimentação com nutricionista, acompanhamento com psicólogo. Tem muita gente por trás desse troféu e dessa conquista”, conta a atleta.
A rotina de treinos da atleta também reflete o nível de exigência da modalidade. Mariana mantém uma agenda intensa, com sessões diárias que combinam preparação física e técnica. Treino dois períodos por dia, normalmente dez treinos por semana ou até mais. Tenho uma dieta bem regrada com nutricionista e faço treinos específicos de força, que ajudam muito em movimentos dentro da quadra”, explica.

Resultado no TAFC
O resultado no TAFC representa um marco importante na carreira da atleta. A competição reúne os principais nomes do futevôlei e funciona em sistema de classificação que exige regularidade para permanecer entre os melhores. “É o maior campeonato do mundo. Primeiro você joga o qualify e precisa chegar às semifinais para entrar no profissional, entre as 12 primeiras do ranking. Depois precisa pontuar para continuar ali. Eu fiquei uns dois anos nessa batalha de classificar, pontuar e me manter. No ano passado consegui jogar o profissional inteiro entre as 12 e agora chegamos ao top 3”, explica.
Na etapa em que conquistou o bronze, Mariana atuou ao lado da pernambucana Maria Eduarda Menezes, a Madu. Mesmo sem experiência prévia como dupla, as atletas tiveram pouco tempo de preparação antes do torneio. “Eu nunca tinha jogado com ela. A gente foi para lá na semana do TAF e treinou uns três ou quatro dias para tentar criar uma conexão. E foi surreal, deu muito certo. Dentro de quadra parecia que a gente já jogava junto há muito tempo”, conta.
Treinador de Mariana, Leonardo Catharino destaca que o alto rendimento no futevôlei depende de diversos fatores, que vão além da técnica. “Alta performance é multifatorial. Não existe receita de bolo. É parte física, parte técnica, treino na areia e fora dela, mas também o suporte social: família, amigos, psicólogo, nutricionista. Tudo isso conta muito”, afirma.
Para dimensionar a conquista, o treinador faz uma comparação com grandes competições do esporte tradicional. “Hoje não temos um campeonato de pontos corridos no futevôlei. Então é como se a gente tivesse ficado em terceiro lugar na Copa do Brasil. E agora o TAF está se internacionalizando. Em breve será quase como um Mundial”, diz.
Apesar do crescimento do futevôlei na cidade, tanto a atleta quanto o treinador apontam que ainda faltam mais competições e estrutura para o desenvolvimento da modalidade em nível local. “O cenário ainda engatinha. Temos novas quadras e escolinhas surgindo, mas poucas competições durante o ano. Muitas vezes precisamos viajar para disputar torneios importantes, o que gera custos altos”, observa Catharino.
Mesmo assim, Mariana destaca que o futevôlei feminino tem evoluído rapidamente nos últimos anos. “Quando comecei aqui em Juiz de Fora, eram poucas meninas jogando. Hoje o crescimento é enorme. Nos qualifiers, que antes tinham poucas duplas, agora chegam a ter mais de 30 inscritas. Isso é muito importante para o esporte”.
Com novas etapas do circuito previstas para os próximos meses, a atleta mantém metas ambiciosas para a temporada. “A gente chegou a uma semifinal, mas não quer parar por aí. O objetivo é chegar em mais finais e, com certeza, conquistar um título do TAFC”, afirma.
Além dos resultados dentro da quadra, Mariana também se tornou referência para novas praticantes da modalidade na cidade. “Eu recebo muitas mensagens de meninas dizendo que querem seguir no futevôlei. Meu recado é para não desistirem. É um esporte difícil e exige muita constância, mas se você acredita e continua treinando, a evolução vem”.
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Tópicos: futevôlei / mariana cipriani / tafc









