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Seleção terá choque térmico e cartilha a seguir na Arábia

Equipe médica tomou precauções para encarar a mudança de temperatura: em Londres está perto de 5ºC, já em Riad pode ultrapassar os 40ºC

Por Gazeta Press (Londres)

10/10/2018 às 19h30

As mudanças na Seleção Brasileira não serão restritas somente à escalação. Treinando na fria cidade de Londres desde a segunda-feira, os comandados de Tite terão que enfrentar, além da Arábia Saudita e da Argentina, em amistosos, um choque térmico. Se na capital inglesa a temperatura beirou os 5°C, em Riad, onde a equipe realizará a primeira partida, o calor pode ultrapassar os 40ºC. Mesmo que a comissão técnica trate a mudança de temperatura como algo normal da rotina dos jogadores, que viajam semanalmente, existem precauções por parte do departamento médico. No CT do Tottenham, na Inglaterra, a equipe realizou trabalhos para a prevenção de possíveis gripes.

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“O pessoal do estafe já sentou e conversou com a gente. Explicaram que não podemos andar de bermuda no meio da rua naquele calor”, falou o goleiro Ederson sobre o calor saudita (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Na noite desta quarta-feira, a Seleção deve chegar à capital saudita com uma temperatura de 25 a 30ºC, no entanto, com o raiar do sol da quinta-feira, os termômetros podem bater a casa dos 38ºC. Como o Brasil enfrenta os donos da casa às 21h (no horário local), a temperatura será mais amena, mas ainda assim deve passar dos 40ºC.

Além do choque térmico, os jogadores terão que se acostumar com a cultura do país, como disse o goleiro Ederson em entrevista coletiva. “O pessoal do estafe já sentou e conversou com a gente. Explicaram que não podemos andar de bermuda no meio da rua naquele calor, complicado. Mas temos que respeitar, é algo da cultura deles”, disse o jogador do Manchester City em entrevista coletiva. A vestimenta, contudo, não é a única restrição feita pelo estafe brasileiro. Os jogadores ainda receberão instruções sobre a religião, já que, pelas leis locais, é proibido até orações que não sejam do Islamismo, até mesmo em locais privados.

Caso os jogadores ganhem uma folga na Arábia Saudita, a visita em mesquitas está vetada. Apenas quem é praticante islã pode entrar nesses locais. Além disso, por causa de uma interpretação do Alcorão, livro sagrado do Islamismo, bebidas alcoólicas são proibidas no país.

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Os jogadores e a comissão técnica devem permanecer em solo saudita por uma semana, desta quarta-feira até a próxima. Nesse período, a Seleção Brasileira encara a Arábia Saudita, na sexta-feira, às 15h (de Brasília), e Argentina, na terça-feira, às 14h45 (de Brasília).

Fred prevê jogo difícil

Neste início de ciclo da Seleção Brasileira, Tite tem mostrado depositar grande confiança em Fred, que chegou a ser convocado para a Copa do Mundo e agora tenta se firmar de vez entre os titulares da equipe. Comentando seu momento com a Amarelinha, o jogador garantiu estar bem adaptado e à vontade com a proposta do treinador, que, segundo ele, é parecida com a de José Mourinho no Manchester United, clube que defende desde o início da atual temporada.

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Fred voltará a ser escalado como titular e acha que a Seleção não terá tanta facilidade contra a Arábia Saudita (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

“Eu me sinto muito bem, até porque, como falei, antes da Copa o Tite já vinha trabalhando assim e consegui me adaptar. No Shakhtar eu jogava diferente, mas no Manchester usamos o mesmo sistema tático da Seleção, então fica mais tranquilo se adaptar. Posso desempenhar aqui o mesmo trabalho de lá”, assegurou, em coletiva de imprensa concedida após o treino desta terça-feira.

Tal como aconteceu nos primeiros amistosos da Seleção após a Copa da Rússia, Fred voltará a ser escalado como titular nesta sexta-feira. Projetando o duelo, o volante garante que os brasileiros não terão tanta facilidade como esperado. “Vai ser um jogo muito difícil, é uma equipe não tão conhecida, mas contra a Seleção Brasileira todos querem jogar bem, mostrar. Sabemos que teremos dificuldade em jogar contra a Arábia. Esperamos uma recepção muito boa da torcida, dos brasileiros que moram lá. Queremos sentir o calor da torcida”, completou.

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