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Juventude e experiência


Por Wallace Mattos

10/07/2011 às 07h00

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Expectativa crescendo para os torcedores de Juiz de Fora. Para o único representante da cidade no futebol profissional em 2011, a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro começa no próximo domingo, às 16h, quando a bola rolar para Itumbiara x Tupi, no estádio JK, no interior de Goiás. O sonho dos fãs do clube local é que o Carijó conquiste um acesso nacional e garanta um calendário cheio no ano de seu centenário.

Para o clube puder participar da competição nacional, a diretoria do Alvinegro teve que fazer um esforço financeiro grande. O orçamento do clube ainda precisa de complementos, mas os cartolas conseguiram, até com certa rapidez, montar um elenco promissor para a Quarta Divisão.

Seguindo a política de contar com a grande maioria de atletas que já haviam passado com qualidade comprovada por Santa Terezinha, além de atender algumas indicações do técnico Ricardo Drubscky, os dirigentes tiveram como grande contratação para a Série D a volta do ídolo da torcida Ademilson ao clube. Comandante do título mais recente do Tupi – a Taça Minas Gerais de 2008 -, o experiente atacante de 36 anos se esforçou para atender ao chamado carijó, já que tinha propostas de outros times para este segundo semestre.

Pode-se dizer que o elenco do Tupi na Quarta Divisão irá buscar sua principal força na juventude, mas será conduzido por jogadores experientes. Com média de idade de pouco mais de 21 anos, o grupo do Carijó pode ser considerado jovem, mas terá os rodados Ademilson e o meia Luciano Ratinho, de 31 anos, como principais condutores do time em campo.

Além disso, vários jogadores do atual elenco sabem bem o que esperar dos torcedores do Tupi em uma competição. Alguns são remanescentes do grupo que atuou no último Campeonato Mineiro, como os goleiros Rodrigo e Victor; o zagueiro Wesley Ladeira; os laterais Felipe Cordeiro e Michel; os volantes Assis, Marcel e Lucas Silva; o meia Vitinho; e o atacante Fabiano. Outros retornam ao clube como os zagueiros Silvio e Adalberto; o lateral Henrique; o volante Denilson; e o atacante Ademilson. E ainda tem a turma formada em Santa Terezinha, caso dos volante Douglas Costa e Rodolfo, além do meia Renan.

O restante do grupo tem jogadores indicados por Ricardo Drubscky ou indicações de equipes grandes de Minas e até de fora do estado, avalizadas pelo treinador. O técnico trouxe do Monte Azul, clube paulista que comandou no primeiro semestre, o goleiro Douglas Borges, o volante Marquinhos, o atacante Francis e os meias Augusto e Luciano Ratinho. Do Cruzeiro, chegou o zagueiro Neguete, do América-MG o defensor Alisson e o volante Nando, e o ex-Atlético-PR Dennis chegou para o ataque.

 

 

 

Pedras preciosas

 

 

Para o treinador, dentro de suas limitações orçamentárias, o Tupi conseguiu formar um bom elenco. "Temos que ser honestos. Desde o princípio, a diretoria foi clara quanto às condições de limite financeiro do clube. Então, procuramos trazer jogadores com as melhores condições dentro do orçamento que atendesse ao Tupi. Clubes como Atlético-MG, Cruzeiro, América-MG e Atlético-PR nos ajudaram e acho que conseguimos montar um bom grupo de atletas. O futebol brasileiro tem essa característica de, não importa a série que estejam, revelar pedras preciosas que não tiveram chances em outros clubes. Aqui também pode ser assim. São jovens comprometidos, querendo vencer e de qualidade. Vamos fazer de tudo para que esse time dê liga", garantiu Drubscky.

Segundo o comandante do Tupi, sua equipe não entra na Série D somente para participar. "Não dá para dizer se vamos subir ou não. No futebol nacional, é impossível traçar essa linha de determinar exatamente quem são as principais forças de uma competição antes de seu início. Hoje vejo todos em um estágio parecido, com um ou outro concorrente um pouco melhor preparado. Mas vamos lutar para diminuir essa diferença na bola. Temos condições para isso. Entramos para brigar por uma das vagas na Série C, não só para fazer número na competição nacional", explica Ricardo.

 

 

 

Atletas confiantes

 

 

Para o capitão do time e ídolo dos torcedores, Ademilson, o Carijó começou bem o caminho para tentar o acesso. "Esse grupo tem potencial para chegar à vaga na Série C. Tem tudo para dar certo. É um grupo jovem e determinado, que tem se esforçado muito nos treinos e espera corresponder nas partidas. Ainda temos a vantagem de muitos já terem atuado pelo Tupi, juntos, o que facilita na hora de falar a mesma língua nos jogos", destaca o atacante.

Quem somente há 15 dias conheceu o Carijó e seu novo elenco também está animado. "Esse elenco, já deu para notar pelos treinamentos que fiz aqui, tem muita vontade e qualidade. Apesar de ser um grupo jovem, tem personalidade, e isso é fundamental no futebol. Estou confiante pelo que vi e otimista que entraremos na Série D para brigarmos pelo acesso", diz o meia Luciano Ratinho.