Em casa, Tupi faz 3 a 0 sobre o Boa Esporte

Ademilson fez dois gols de pênalti e Silvio fez um de cabeça
Um é pouco, dois é bom, três é demais. O Tupi levou o ditado ao pé da letra e, no sábado (10), fez sua melhor apresentação no Campeonato Mineiro, marcando três gols no Boa Esporte e garantindo uma boa tarde aos 2.272 torcedores presentes no Estádio Municipal. Com domínio em toda a partida, o Carijó não encontrou dificuldades para decretar os 3 a 0 no marcador e embalou no Estadual com duas vitórias consecutivas. De quebra, deixou a zona de rebaixamento e se aproximou da briga por uma das quatro vagas na fase final da competição. Com 6 pontos ganhos, o Alvinegro de Santa Terezinha ocupa a 7ª posição na tabela de classificação, dois a menos que o quarto colocado, o próprio Boa. A vitória também significou o reencontro do artilheiro Ademilson com as redes. O camisa 9 desencantou na temporada e balançou as redes duas vezes, em cobranças de pênalti. Sílvio, de cabeça, também deixou sua marca.
Sem trocadilhos ou desrespeito com a equipe adversária, o Tupi começou o jogo numa boa. Desde o minuto inicial, a equipe comandada pelo técnico Moacir Júnior tomava a iniciativa da partida. Os jogadores pareciam cumprir à risca o que foi pedido pelo treinador ao longo da semana e, com muita velocidade, não deixavam espaços para o time visitante.
Mas o domínio inicial carijó era tímido, e a primeira chance real de gol só surgiu aos 15 minutos do primeiro tempo. O lateral-esquerdo Michel fez boa jogada pelo meio e arriscou de fora da área, mas Gledson estava bem colocado no centro do gol. Dois minutos depois, o Tupi perdeu uma oportunidade incrível. Após jogada de Ademilson pela direita, a bola sobrou para Henrique. O jogador apareceu na cara do gol, mas não conseguiu concluir. O rebote ficou com o volante Jaílton, que, desequilibrado, chutou para fora, à direita do gol do Boa.
O lance acordou time e torcida. A partir daí, os jogadores do Tupi iniciaram uma peregrinação coletiva ruma à meta adversária. O Boa não assustava e tentava encaixar uma ou outra jogada isolada, valendo-se principalmente da bola parada do meia Radamés. A primeira conclusão dos visitantes aconteceu apenas aos 20, em finalização do atacante Marques.
Se, na primeira vitória do Tupi na temporada, Henrique foi um dos protagonistas, ontem a história não foi diferente. Atuando próximo ao ataque e caindo pelas pontas, o jogador fez um carnaval na zaga adversária, aos 29. Ciscou para lá, para cá e centralizou. A zaga cortou parcialmente, e a bola sobrou para Jaílton, que chutou de primeira, rente à trave esquerda.
Se o gol estava amadurecendo, Ademilson começou a figurar como personagem central no jogo e no imaginário do torcedor. Aos 33, o lateral-esquerdo Michel levantou na área. O camisa 9 se atirou na bola e cabeceou forte, no canto direito de Gledson, que fez uma defesa fantástica.
Cinco minutos depois, o artilheiro desencantaria no ano do centenário do Tupi. Após boa investida do ataque adversário, o Carijó respondeu rápido. Em um contra-ataque inteligente, o meia Michel Cury deu um belo passe para Henrique, que driblou o goleiro e foi derrubado na área por Olívio. Pênalti e cartão vermelho para o lateral-direito do Boa. Estava pronto o cenário para as pazes de Adê e as redes. Allan regeu a torcida e o camisa 9 cobrou com extrema categoria. Bola no canto esquerdo. Gledson no direito, sem chances sequer de aparecer na foto.
Mais dois
Com um jogador a mais, o Tupi voltou para a etapa final para consolidar sua segunda vitória no Campeonato Mineiro. Ao som de "o campeão voltou", que ecoava nas arquibancadas, o Carijó voltou determinado a matar o jogo. Assim como na vitória contra o Uberaba, a bola parada de Henrique foi mais uma vez fundamental. Aos 13, em cobrança de escanteio da direita, o jogador colocou a bola na cabeça de Sílvio. O zagueiro subiu na segunda trave, e testou firme, decretando os 2 a 0.
Com a vitória praticamente garantida, o Tupi tirou o pé do acelerador e começou a cadenciar o jogo, administrando o placar. Aos gritos de "olé" e "mais um", a torcida tentava empurrar o time para cima do adversário, como se percebesse a possibilidade do terceiro gol. E ele veio, no embalo da arquibancada. Aos 28, Ademilson deu um lindo lançamento para Cury. Na cara do gol, o meia driblou Gledson e, quando ia marcar, foi derrubado pelo goleiro. Pênalti. De novo. E de novo o camisa 9 foi ovacionado pela massa carijó. Pegou a bola, botou na cal, deu uma corridinha malandra e colocou no canto esquerdo de Gledson. Dessa vez, o goleirão apareceu na foto, com cara de poucos amigos, sem poder evitar o terceiro gol e a boa tarde carijó no Municipal.









