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Juiz-forana Danielly Vitória busca vaga na Seleção Brasileira de taekwondo

Jovem de 15 anos disputa Grand Slam neste domingo por sequência entre os melhores do país na categoria júnior

Por Bruno Kaehler

09/02/2019 às 17h20- Atualizada 09/02/2019 às 17h35

Atleta se mudou para Rio Claro (SP), onde é acompanhada por treinadores da Seleção (Foto: Divulgação)

A atleta juiz-forana Danielly Vitória, 15 anos, disputa, neste domingo (10), o Grand Slam de Taekwondo no Rio de Janeiro (RJ). A competição é uma das mais importantes para a lutadora, pois forma a Seleção Brasileira da modalidade em diferentes categorias e ainda dá vaga ao Pan-Americano, ainda sem data e local confirmados. Atual campeã júnior deste torneio, Dani terá pela frente novamente concorrentes de até 17 anos na categoria 44kg.

“Cresci muito do Grand Slam do ano passado para esse. No de 2018 estreei na categoria júnior, não tinha tirado férias e batalhei muito para conseguir o resultado que eu almejava. De lá para cá criei mais experiência inclusive internacional, porque participei do Mundial Júnior, onde aprendi muita coisa vendo atletas de diversos países e estilos de luta, e consegui minha primeira medalha internacional no Open da Argentina. Evoluí muito com isso e com os treinos com o pessoal da Seleção Brasileira adulta também. Estou tendo uma outra visão do que é o taekwondo. Tudo isso tem refletido muito na minha preparação para o Grand Slam desse ano”, conta a talentosa atleta.

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Na mira de evoluir profissionalmente e pensando até na Olimpíada de 2024, Dani se mudou para Rio Claro (SP) para ser supervisionada por treinadores de Seleção Brasileira no processo de transição de categorias e ganho de peso, já que a atleta precisa de dois quilos para participar da primeira categoria olímpica, cujo peso necessário é de 46kg. Dentro dos trabalhos programados, ela participou de training camp com atletas brasileiros e até da Guatemala.

“Tive uma preparação muito intensa também pela mudança de categoria. O ritmo é diferente, são vários aspectos que mudam e têm que ser treinados. E esse trainning camp foi muito bom, vieram pessoas de vários estados do Brasil e da Guatemala também. Foi incrível porque pudemos trocar experiências. As pessoas da Guatemala nos ensinaram um estilo de luta que não temos aqui no país, assim como nós também ensinamos a eles. A cultura deles no taekwondo é diferente e acaba que a gente aprende várias coisas. Isso foi essencial na minha preparação”, destaca a atleta, que não esquece do apoio recebido de Juiz de Fora, mesmo distante.

De 2018 pra cá, Danielly participou do Grand Slam e do Mundial Júnior e garantiu primeira medalha internacional no Open da Argentina (Foto: Divulgação)

“Gostaria de agradecer imensamente a todos que me ajudaram a chegar aqui. Sei que, com apenas 15 anos, é complicado tomar a decisão de mudar de cidade, vir para Rio Claro (SP), por conta de ser atleta, mas se temos um sonho precisamos correr atrás dele, custe o que custar. Por isso agradeço muito aos meus patrocinadores, apoiadores e amigos do esporte e ao pessoal de Juiz de Fora, que está torcendo muito por mim de longe. Espero de coração que todos continuem nessa torcida, porque sempre vou carregar o nome de Juiz de Fora e de Minas comigo”, reitera.

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