Na orelha da bola Salvos pelo vôleiWendell Guiducci
Uma colega aqui reclamou o ano inteiro que o marido só quer saber de futebol. É futebol quarta, quinta, sábado, domingo…, bufava ela enquanto íamos caminhando até a rua ali de trás buscar nossos carros. Agora, com o fim das competições nacionais, ela já começa a sentir falta da praga do futebol porque não sabe o que faz com o cidadão inquieto dentro de casa nas noites de quarta, quinta, nas tardes de sábado, domingo…
Quando chega esta época, jogadores de férias e mercadores negociando passes e direitos federativos e transferindo paixões a gordas porcentagens, a gente que gosta de futebol apela pra tudo: é pelada entre reservas do Barcelona e um time chamado Bate Borisov pela Liga dos Campeões, Brasileiro Sub-20, Copa São Paulo de Futebol Júnior… até as peladonas que precedem as semifinais do Mundial de Clubes, como esse Auckland City (um time amador da Nova Zelândia, gente, gente, gente) e o Kashiwa Reysol, do Japão (onde o Leandro Domingues, aquele que foi do Fluminense, do Cruzeiro, foi eleito craque do ano), estão valendo. Mesmo que aconteçam às 8 horas da madrugada.
Pra gente que trabalha com esporte, é uma época um tanto árida. Um troço horrível. Em Juiz de Fora, este ano, fomos salvos pelo time de vôlei da UFJF. A participação da equipe da Federal na Superliga Masculina fez o campeonato ganhar em importância para a torcida local e, portanto, faz mais animado nosso dia a dia na redação. Até o início dos torneios estaduais de futebol, serão dez jogos da UFJF, um turno inteiro. Vai dar pano pra manga.
Se a Federal fizer por onde, a julgar pela procura pelos ingressos para o jogo de sábado agora contra o Vôlei Futuro, boa parte dos fãs de esporte na cidade não terá tempo de sentir saudade dos gramados. Das dez partidas até o dia 21 de janeiro, seis delas serão no Ginásio da Faefid. Meia dúzia de oportunidades para a UFJF conquistar um público que está, como se diz por estas bandas, facinho, facinho.









