Tupi busca eleições dia 22
A presidente do Tupi, Myrian Fortuna, ao lado do sócio e pré-candidato a vice-presidente da chapa de situação, Roberto Cândido da Silva, o ‘Boizinho’, e do conselheiro nato que vem respondendo pelo clube durante o processo eleitoral, Áureo Fortuna, concederam entrevista exclusiva à Tribuna na tarde de ontem, em Santa Terezinha. Na conversa, o trio reiterou a vontade da cúpula carijó de retomar o andamento da preparação do pleito, suspensa pela Justiça após ação judicial do grupo de opositório denominado “Explosão Carijó”, que havia tido chapa impugnada por conter, segundo a Comissão de Fiscalização Eleitoral (Cofel), conselheiros natos entre os membros efetivos, o que não estaria de acordo com o previsto no estatuto do clube. Em novo encontro, porém, o Conselho Deliberativo carijó possibiitou a troca dos nomes e os presentes das duas frentes concordaram, com a nova data, de 22 de outubro, firmada para a eleição. No dia seguinte, entretanto, o pré-candidato a presidente da chapa de oposição, João Batista Delvaux, negou o acerto.
“Todos têm direito de ser candidatos no Tupi. Que fique bem claro, o Tupi não impediu ninguém, houve uma comissão com voto. Foi democrático. E judicializaram essa situação, e o clube tem que se defender. Isto está atrapalhando a chapa de situação e a outra que pretende se candidatar. É só marcar a data e ir para o voto e quem tiver mais, vai ganhar. Seja lá quem for, os conselheiros natos vão ajudar com a experiência e outras coisas. O objetivo maior chama-se Tupi Foot Ball Club. Mas tem que respeitar, porque esse grupo colocou o Tupi na Série B”, afirmou Áureo.
A oposição, contudo, segue aguardando novo passo na Justiça, ação criticada pelo trio, que busca a votação no final do mês vigente. “Quando a desembargadora manteve a suspensão da eleição e os atos decorrentes da reunião do dia 31, mas não assuntos gerais, ela não estava sabendo que houve esta outra reunião. Agora ela já sabe. O que ela vai decidir ainda não se conhece. Mas já foi comunicado a ela que os representantes das chapas cederam em ocorrer as eleições e pelo que li, o Delvaux, que é de Brasília, desautorizou dois conselheiros que estavam presentes e afirmaram que o melhor para o Tupi era enfrentar as eleições. Achei isso simplesmente ditatorial. Que deixe o Tupi fazer suas eleições e vamos em frente. O clube precisa de união e a gente lamenta muito a memória curta de muitos”, explicou Áureo.









