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Oito meses após lesão, Daniel Morais realiza trabalhos físicos

Previsão de retorno aos gramados é entre 45 e 75 dias, e jogador deve perder o clássico contra o Tupynambás em 23 de janeiro


Por Tribuna

08/01/2019 às 17h30- Atualizada 08/01/2019 às 17h57

Há oito meses, no Estádio Municipal Radialista Mario Helênio, Daniel Morais rompera o ligamento cruzado anterior do joelho direito, em meio à campanha do Tupi na Série C do Campeonato Brasileiro. Daniel recupera-se, desde então, aos 32 anos, da primeira lesão cirúrgica da carreira. Em fase de transição entre trabalhos de fisioterapria e preparação física, o atacante realiza, desde a última quinta-feira (3), em Santa Terezinha, pequenos trabalhos físicos, acompanhado pelo fisioterapeuta Juan Mendes. Como a previsão de retorno de Daniel Morais aos gramados é entre 45 e 75 dias, o jogador deve perder o clássico contra o Tupynambás, em 23 de janeiro, válido pela segunda rodada do Campeonato Mineiro.

esp Daniel Morais Tupi foto Felipe Couri
Daniel Morais é um dos jogadores mais experientes dentro do atual elenco (Foto: Felipe Couri/Arquivo TM)

“O Daniel está em uma fase bem avançada de recuperação. Depois de passar pela fisioterapia, ele vai para a preparação física recuperar a forma. No próximo domingo (13), ele chegará ao oitavo mês de pós-cirúrgico. Está em uma boa fase para começar os trabalhos em campo. Prevemos, mais ou menos, entre um mês e meio e dois meses e meio para o retorno aos gramados”, informou Juan. A cirurgia ocorreu na mesma semana em que o ligamento fora rompido. A respeito do início dos trabalhos com bola junto aos comandados de Aílton Ferraz, o fisioterapeuta do Tupi não estimou um prazo. “A participação integral do Daniel nos treinos com bola já demora um pouco mais. Como ele ainda vai passar pela parte de preparação física, implica em um tempo maior. Deve levar um tempinho mais prolongado.”

Ainda que tenha sido a sua primeira lesão cirúrgica, Daniel ressaltou ser um dos riscos da profissão. “A recuperação é um período chato. De desafio mesmo. No início, fiquei chateado, mas depois percebi que é normal à profissão. Agora já estou na reta final de recuperação, fazendo trabalhos no campo, matando a saudade de trabalhos com bola, de estar junto com a rapaziada. Daqui para frente, tudo já começa a fluir favoravelmente.” Questionado sobre a provável ausência no Tu-Tu, Daniel, brincando, pediu a Juan para acelerar a recuperação. “Não, tenho que jogar sim (risos). Vamos apressar, Juan. Para a cidade, é um evento muito positivo. A rivalidade faz com que os times se cobrem mais, porque um vê o outro se organizar, então se organiza também. Acho bem válido. Vai ser um atrativo legal para Juiz de Fora.”

‘Não podemos ficar a mercê de ninguém’

Além de Daniel Morais, o técnico Aílton Ferraz tem, à disposição, os centroavantes Marcos Vinícius, Diogo e Hugo Ragelli. Perguntado sobre a reintegração de Daniel ao elenco para curtos trabalhos físicos, Aílton destacou a necessidade de, no momento, dar atenção maior a outros atletas. “O Daniel vai ser mais um para agregar à equipe. A gente não pode ficar a mercê de ninguém. O Daniel é, sem dúvidas, um grande reforço. Está fazendo bem o trabalho dele. Bem dentro do campo, Daniel vai nos ajudar bastante, mas a gente não pode contar com ele neste momento. Tenho que dar ênfase maior àqueles com quem poderei contar, e é o que tenho feito.”

Dos destaques da campanha de acesso do Tupi na Série C do Campeonato Brasileiro em 2015, Daniel Morais é um dos jogadores mais experientes dentro do atual elenco; em 2018, na campanha de descenso, a lesão o impediu de trabalhar com Aílton nas rodadas finais da Série C. O atacante ressaltou o momento delicado pelo qual passa o Carijó. “A temporada será um desafio em que precisaremos nos dedicar muito. Em 2015, tivemos um ano de muitas glórias para o clube. Na Copa do Brasil, conseguimos fazer uma campanha muito boa, colocando dinheiro na equipe. A equipe também estava em uma situação financeira ruim à época. E, além disso, conseguimos subir o time para a Série B, o que foi maravilhoso. Depois de tantos anos, o Tupi voltou a figurar entre as principais 40 equipes do país. A gente precisa disso. Precisamos resgatar esses grandes momentos que o Tupi viveu há pouco tempo atrás.”