Ouça agora

Entrevista/Giancarlo Creso Castegliani


Por BRUNO KAEHLER

05/06/2016 às 07h00

Giancarlo quer investir em projetos sociais

Giancarlo quer investir em projetos sociais

A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) tem novo comando. O juiz-forano Giancarlo Creso Castegliani (PR), 61 anos, encorpa a formação do primeiro escalão municipal com prioridades traçadas. Idealizador do projeto “Bom de Bola, Bom de Escola”, em 1995, hoje denominado “Bom de Bola” e atendendo a cerca de 1.500 jovens da cidade, disseminado no país após visita de Pelé, o secretário, graduado em Educação Física pela UFJF e especialista em Ciência da Computação pela UFV, reiterou a meta de captar recursos destinados aos projetos sociais da Princesa de Minas, além do sempre mencionado término das obras do Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos. Castegliani, que também foi jogador e técnico de voleibol, além de bicampeão brasileiro de judô, esmiuçou parte de suas ideologias em entrevista à Tribuna.

Tribuna – Em meio à crise no país, o que o senhor destaca no cenário que encontrou do esporte local?

Giancarlo Castegliani – Hoje, Juiz de Fora ainda mantém certa vantagem em relação aos municípios do entorno. Se você puxar para o estado do Rio, verá que ainda está tudo paralisado, não tem mais investimento e material, e a gente consegue manter um apoio devido à política de austeridade. Temos várias praças de esporte, ontem (terça) assinei a homologação de mais oito academias ao ar livre que vão ser implantadas em praças, do campo do Santa Cruz, que será reformado, e já tivemos o do Linhares, Progresso e Milho Branco, onde começaram as obras, e vamos fazer muito mais. A perspectiva da administração é de avançar no esporte porque agora tem um secretário que é da área, praticou e gosta de esporte. Estou com vários contatos para conquistar junto a Belo Horizonte e Brasília verbas parlamentares para avançar mais ainda os nossos programas sociais.

– Há outra prioridade além da captação de verba para os projetos sociais?

– Em termos de programas da SEL, os projetos são prioridade. Claro que temos coisas maiores, como o término do Ginásio (Municipal Jornalista Antônio Marcos). Ontem (terça) foram liberadas oito empresas para o processo de licitação e agora está sendo feita uma análise da documentação. Os nomes devem ser divulgados nos próximos dias. Acredito que em até 30 dias já estaremos com o vencedor e, com isso, quem sabe até o final do ano fique pronto. Reformamos o Estádio Municipal também, estou aqui desde 2013 como coordenador do “Bom de Bola” e tenho o conhecimento de tudo.

– Como o senhor projeta as relações da Prefeitura com os clubes profissionais da cidade?

– Falando especificamente do Tupi, a Prefeitura, de maneira geral, já é casada com o clube. O que o Tupi necessita da gente, ele consegue. Temos ainda uma situação com o Tupynambás, no futebol. Estamos fazendo algumas consultas à parte jurídica em busca de um auxílio ao clube ainda este ano, por ser um ano eleitoral. Ainda não sabemos se o Tribunal exige que a gente não faça por achar que possa ser um apelo, o que não é. Porém, temos que aguardar uma posição oficial judicial sobre o assunto. Com relação ao vôlei, a família Bara foi toda atleta comigo e vou fazer de tudo para ajudá-los na obtenção de patrocínios. Com relação ao handebol, esporte já fixado em Juiz de Fora, tem uma grande equipe que é a ADJF/PJF, e também estaremos buscando recursos. Sabemos também que o Bom Pastor tem uma boa equipe de futsal, além do Uberabinha, na base, que se classificou para o hexagonal final da segunda divisão do Mineiro, e os dirigentes me procuraram por apoio e vamos estudar até o uso do Estádio Municipal nestes jogos. O calendário principal hoje é do Tupi. Além das equipes da Série A. Parece que vamos fechar mais um jogo do Flamengo, mas ainda não podemos oficializar.”

– E o esporte amador?

– Se você for em uma escola hoje, vai ver a queimada, que não é um esporte olímpico, mas que prepara para outras modalidades. Temos ainda o vôlei, o badminton, um jogo muito gostoso de ser praticado. Precisamos de mais cursos de captação em Educação Física. Citando o “Bom de Bola”, por ser o programa que eu coordenava, no fim de 2014, o Jorginho, técnico do Vasco hoje, tem um CT com convênio com a Confederação Alemã de Futebol, e me pediram e eu enviei cinco profissionais nossos ao CT para capacitar nossos professores. Trouxeram uma bagagem enorme e aplicaram isso aos meninos. Assim deve funcionar o esporte amador da cidade.”

– A SEL estuda iniciativas, por exemplo, para atrair crianças ao esporte com a Olimpíada?

– Juiz de Fora já contribui bastante com a Rio 2016. A passagem da tocha foi um prêmio para a cidade, que completou 166 anos, e ela continua aqui. A Carla Belgo, que foi nossa condutora da tocha, está fazendo uma visita aos campos de várzea do “Bom de Bola”. Vamos ter três equipes treinando aqui e ainda aguardamos confirmações de outras paralímpicas para estar fazendo uma ambientação. Temos que ver as agendas das delegações e com certeza temos interesse nesse contato com as crianças, para ver como é uma delegação. A UFJF e a Prefeitura são parceiras e não teremos problemas.