Parceria entre JF Celtics e NBA Basketball School pretende atingir 400 atletas
Cerimônia de lançamento aconteceu nesta segunda-feira, no Centro de Treinamento da equipe juiz-forana
Nesta segunda-feira (4), o JF Celtics e a NBA Basketball School selaram parceria em uma cerimônia no centro de treinamento da equipe juiz-forana. A partir desta terça-feira (5), o time passa a aplicar o método de treinamento americano, que abrange cerca de 230 atletas, meninos e meninas, entre 6 a 18 anos. Motivado, o clube pretende este ano ampliar o projeto social, atingindo a marca de 400 jogadores, que não precisarão investir a mais pelo benefício. O Brasil é o quarto país a receber o método, além da Grécia, Índia e Turquia, e conta com 20 unidades licenciadas.
A solenidade contou com a presença do diretor da Think Sports, responsável pela implantação do programa no país, Arthur Borelli. O representante da NBA Basketeball School comentou que a escolha pelo clube juiz-forano levou em consideração a longa trajetória do centro. “A gente fez uma validação de todas as oportunidades que recebemos, e o JF Celtics tem uma trajetória muito linda, com muitos alunos, e eu costumo brincar que a NBA é a cereja do bolo na história deles. A gente vem para chancelar a qualidade do trabalho deles. O foco é o desenvolvimento social, de valores. Isso é constantemente trabalhado em todas as sessões para que o sonho do jovem de se tornar um jogador profissional seja uma consequência e que ele possa viver o esporte como educação antes de ter a performance”, afirma.

Segundo Borelli, hoje o Brasil é o segundo país mais importante para a marca e já abrange mais de 1.500 crianças espalhadas por 12 estados. “A NBA está com um foco muito grande na China, e agora o Brasil é a bola da vez”, diz.
Também esteve presente o representante da Jogando pra Valer, Luís Cambraia, um dos intermediadores da parceria, e o ex-jogador Pedro Bara, fundador do clube. Alunos, pais e treinadores encheram o ginásio em clima de celebração.
Para o Secretário de Esporte e Lazer de Juiz de Fora, Júlio Gasparette, o centro se tornará a maior referência do esporte na cidade. “Essa parceria é muito importante para nós, que no passado tivemos um basquete com suporte, competitivo, e muitos jogadores em nível internacional. Agora, com essa juventude, quem sabe podemos reviver o que vivemos no passado”, avalia.
Método
Além da capacitação de treinadores e estagiários realizada na última semana, em São Paulo (SP), a NBA Basketeball School fará um constante acompanhamento e uma reciclagem semestral. Para treinador Rogério Santana, que participou da capacitação, a nova metodologia visa à formação do atleta. “Vai desde a melhoria das capacidades coordenativas e do entendimento do jogo. Eles focam muito na questão da performance, da iniciação até o rendimento. O que muda são as concepções, o americano é metódico e tem níveis de desenvolvimento e segue essa leitura de competitividade.”
Luigi Vincenzo, 17 anos, já treina no JF Celtics desde 2013. Em 2017, passou quase um ano em intercâmbio na Labelle High School, em Labelle, na Flórida, onde teve sua primeira experiência com o estilo americano de basquete. Luigi ressaltou as diferença que observou ao ver o método em prática: “Há mais corridas, possuímos metas e eles dão mais importância ao arremesso. E eles ensinam a não se atentar ao seu erro, mas voltar e fazer o máximo que puder na defesa e investir no ataque depois, e com isso adquire mais confiança.”
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Realizando um sonho
Durante a cerimônia, o coordenador Alexandre Willians enfatizou que a parceria é a realização de um sonho. “Quando eles começam a jogar basquete, começam a ver o LeBron James, o Michael Jordan, o sonho deles é participar da NBA. Hoje eles estão participando disso através de um braço da marca”, ressalta.
Juan De Mar, 15 anos, é um desses exemplos. Por um ano, o jovem jogou no Instituto Jesus, de onde foi para o centro de treinamento do JF Celtics há três anos, e hoje diz sonhar com uma carreira profissional. “Estou muito feliz de participar desse clube, é uma segunda família para mim e é uma experiência boa a NBA reconhecer a gente. Podemos ganhar mais experiência para evoluir mais”, comenta.









