A um passo do sonho

Felipe Silva venceu os sete confrontos que disputou no MMAMARCELO RIBEIRO/23-06-16
Dono de cartel invejável no muay thai e no MMA (artes marciais mistas), o lutador juiz-forano Felipe Silva, 31 anos, está perto de fazer parte da seleta lista de integrantes do UFC (Ultimate Fighting Championship), principal organização de lutas do mundo. Sem ranking que defina a participação do atleta dos pesos leves, categoria de até 70kg, a esperança e os indícios da convocação existem pelo histórico que impressiona desde o muay thai, onde começou e acumulou 21 vitórias e apenas duas derrotas, até o MMA, em que já possui sete triunfos de sete desafios, sendo cinco por nocaute, um por finalização e outro por pontos. “Preciso de currículo, primeiramente, e o ‘QI’, que é quem indica. Hoje o UFC é como se fosse a Copa do Mundo de futebol e tem atletas do mundo inteiro querendo entrar. Estou bem credenciado, com uma sequência boa de vitórias e trabalhando para ver se consigo uma possível estreia ainda neste ano”, contextualizou Felipe.
Na irretocável trajetória, o juiz-forano, proprietário da Pro Fight Team e representante da equipe curitibana CM System obteve títulos mineiros e participações em eventos dentro e fora do país. “Fui crescendo pouco a pouco. Em 2012 fiz minha última luta de muay thai, onde fui campeão em cima de um atleta que era o número 1 do ranking, o Rafael Teixeira, e em uma categoria acima da minha. Foi uma luta bem expressiva, um divisor de águas para mim, onde vi que dava para seguir como atleta. Mas, com a fusão do MMA, vi que o muay thai estava perdendo cada vez mais espaço. Fiz minha primeira luta no MMA em março de 2013, em um evento consagrado no sul, venci por nocaute e mantive o trabalho com uma sequência de vitórias”, relembrou.
Os desafios mais recentes foram igualmente inesquecíveis e reafirmaram a consistência do atleta nos ringues, em evidência para toda a Europa durante seu último compromisso, quando nocauteou no primeiro round o principal lutador da Finlândia e ex-atleta do UFC, Anton Kuivanen. “Minhas duas últimas foram internacionais e as principais dos eventos, uma no Paraguai, na disputa de cinturão onde saí bem surpreso, porque todos esperavam um nocaute, fui derrubado no início da luta e, mesmo assim, acabei finalizando. Foi uma zebra. E, dois meses atrás, fui campeão do principal evento da Europa, o Cage MMA, onde saíram nomes hoje do UFC como o Conor McGregor e o Brian Stann”.
Antes do sonho, um novo obstáculo deve ser oficializado em breve. “A princípio estão querendo fechar uma luta para mim em agosto, contra um ex-UFC, o Jorge Blade, na disputa de cinturão do Aspera, um dos maiores eventos do Brasil. Meu empresário está querendo me colocar nessa luta porque estou bem à frente dos outros da minha categoria”, antecipa. Enquanto a luta não é marcada, Felipe mira também em conhecimento cultural para o sucesso. “Estou lendo um livro falando de uma pirâmide, em que o técnico do Kobe Bryant fala que todo atleta de alto rendimento tem uma pirâmide e acho que estou me enquadrando na ponta dela, que é paciência e fé. Com isso vou conseguir chegar nesse meu objetivo”.









