Só 2 de 5 patrocinadores repassam recursos ao Tupi
A situação do Tupi em campo no Campeonato Mineiro não é das mais cômodas e, fora dele, o desconforto também dá o tom no que diz respeito ao aporte financeiro no clube e às despesas mensais. Mesmo depois da conquista da Série D do Campeonato Brasileiro em 2011, pouco mudou no Carijó com relação a novos investidores, e a diretoria já vem, há pelo menos três meses, tendo que abusar da calculadora e fazer um grande esforço para fechar a conta mensal de faturamento e gastos da equipe.
De acordo com o presidente do clube, Áureo Fortuna, atualmente, apenas dois dos cinco patrocinadores que sinalizaram apoio ao clube durante o Campeonato Mineiro estão repassando valores mensalmente ao Carijó. Nosso patrocinador master, parceiro de primeira hora, a MRS, e a Astransp, que nos socorreu em todos os momentos, atualizaram os repasses e estão nos ajudando. Mas, somente eles não é suficiente. Sabemos que há trâmites a serem cumpridos nos demais patrocinadores, mas os custos da competição já estão correndo desde dezembro, e entramos em março, destaca o mandatário do Alvinegro de Santa Terezinha.
Sem querer falar em valores recebidos de cada patrocinador por conta das cláusulas de confidencialidade dos contratos, o cartola revela que as despesas do clube são altas e podem aumentar a cada jogo. Por isso, o desejo é uma solução rápida. Trabalhamos, hoje em dia, com uma despesa de R$ 250 mil por mês. Mas, por exemplo, o último jogo teve custo aproximado de R$ 20 mil, nos dando prejuízo de cerca de R$ 3 mil. Assim, estamos sofrendo até mesmo quando atuamos em casa. Os parceiros já nos deram sinal de que irão aderir, mas precisamos formalizar o mais rápido possível os contratos. Espero que, nos próximos dias, isso possa se resolver, pois precisamos de dinheiro, diz Áureo.
De certa forma decepcionado, o dirigente se diz reflexivo sobre a permanência à frente do Tupi, apesar de ter planos para o futuro do Carijó. Passo por um momento de reflexão. Fazer futebol sozinho, em Juiz de Fora, não dá. É ruim ser cobrado e, pior, ser forçado a pensar só no time, em pagar as contas e manter os compromissos em dia. Gostaria de desenvolver outros projetos, como um centro de treinamentos para o clube, o qual temos potencial para barganhar e fazer. Mas, sem investimento, não é possível. Nunca tive apego ao cargo de presidente do clube. Sempre disse que vim da arquibancada e para ela voltarei, discursa Fortuna.









