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UFJF volta a enfrentar o RJX, agora no Rio


Por Wallace Mattos

01/11/2012 às 07h00

Hoje e amanhã, o time de vôlei da UFJF estará no Rio de Janeiro. E a ida à Cidade Maravilhosa não vai ser nenhum passeio de turistas para os juiz-forano. Na agenda, a mesma rotina da última semana, ou seja, um amistoso esta noite, às 19h, e um treino amanhã pela manhã, ambos com o RJX, um dos favoritos na briga pelo título da Superliga Masculina 2012/2013, por conta da presença de estrelas como o levantador Bruninho, o central Lucão e o ponteiro Thiago Alves em seu elenco. O time carioca é o adversário da estreia dos locais na competição nacional, dia 24 de novembro, em Juiz de Fora.

Na última semana, o amistoso – combinado para ter pelo menos quatro sets disputados – acabou em 4 a 0 para o RJX, e o treinamento dirigido conjunto ficou empatado em duas parciais para cada equipe. Segundo o técnico Maurício Bara, o espírito dos confrontos dos dias 25 e 26 de outubro deve ser mantido nas atividades hoje e amanhã, programadas para o ginásio da AABB da Lagoa, local de treinos do time carioca. "A princípio, vai ser a mesma coisa. Quinta (hoje), amistoso com contagem normal de pontuação e, no dia seguinte, aquele trabalho no qual uma das equipes recebe a segunda chance se marcar o ponto quando tiver o saque. Até sugerimos que fosse ao contrário, que o time que recebe o serviço, se marcar, tenha uma segunda bola, mas não deve ser assim", explicou o comandante juiz-forano.

Rivalidade

A série de embates entre UFJF e RJX já começou a criar rivalidades entre os times. E os jogadores locais sabem que a tendência é o clima ir esquentando até o dia 24 de novembro. "Claro que vai criando uma rivalidade. No segundo confronto, da última sexta-feira, os caras não queriam perder set. Mesmo na quinta, bolas duvidosas, queriam ponto para eles (o teste de quinta-feira foi realizado com arbitragem, e a atividade de sexta, não). Um dia depois, não gostaram de algumas atitudes nossas, nem nós de outras deles, mas faz parte", acredita o ponteiro Japa.

Maurício Bara vê essa eletricidade entre os dois times como benéfica. "Engraçado como isso se forma mesmo, não é? Vimos isso contra o Minas, durante o Mineiro, e, agora, contra o RJX. Cria-se uma rivalidade sadia no qual uma equipe não quer perder para a outra e vice-versa. Então, já podemos prever que teremos uma estreia quente, ainda mais após esses outros dois confrontos no Rio. Mas, de nossa parte, os dois primeiros trabalhos serviram para ver que eles também têm esse sentimento em relação a nós e, quando em desvantagem, sentem também. Isso foi bom", destaca.

Segundo Bara, seu time deve, desde o início do primeiro embate desta semana, tentar segurar o ímpeto do RJX para ter uma chance de vitória. "Já evoluímos entre o primeiro amistoso e o treino do dia seguinte. Precisamos continuar assim. Equilibramos o jogo e o treinamento em alguns momentos, mas quero que seja assim desde o princípio do primeiro set jogado no Rio. Devemos controlar a pressão que vai fazer o RJX e usar esse momento como o de um jogo oficial, quer dizer, pode ser amistoso no nome, mas não vamos encarar assim", pretende.