IDH maior em municípios que plantam café
Municípios mineiros que têm no café a base de suas economias registram Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior que a média do estado. O dado faz parte de estudo elaborado pela Emater e incluiu cem municípios mineiros com área plantada acima de 5 mil hectares. Os dados indicam que o IDH médio dos municípios com tradição no cultivo do café está acima de 0,756, enquanto que o IDH médio no Estado é de 0,726, com base nos últimos dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Ao se comparar o índice com as áreas plantadas com café, ficou evidenciado que, quanto maior a área plantada, maior o IDH do município. Os cinco municípios com a maior área plantada de café em 2011 com índice superior à média e Minas são: Patrocínio (0,799); Três Pontas (0,733); Manhuaçu (0,776); Monte Carmelo (0,768) e Nepomuceno (0,747). Segundo o gerente de Programas Especiais da Emater, Leonardo Kalil, o tamanho da área plantada foi uma variável determinante para o levantamento, porque o café é uma cultura perene, associada à tradição dos municípios.
É uma cultura que emprega muita mão de obra não apenas nas lavouras, mas na cadeia produtiva como um todo. Além disso, apresenta um faturamento por área muito bom, afirma. Segundo ele, uma lavoura com produtividade média de 25 sacas por hectare pode render cerca de R$ 10 mil por hectare, se cada saca for comercializada ao preço médio atual de R$ 400. É um bom retorno financeiro, se compararmos ao conseguido com o eucalipto, por exemplo, que na média do estado gira em torno de R$ 2,28 mil por hectare ao ano.









