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Estudo deve embasar criação de arranjo produtivo


Por Tribuna

28/03/2012 às 06h00

Estudo do Sebrae que será apresentado amanhã pode ser o primeiro passo para embasar as 220 indústrias alimentícias de Juiz de Fora na implementação de um arranjo produtivo local (APL). O setor é responsável por cerca de dois mil empregos diretos e indiretos no município. Para a presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação, Valéria Vieira, o apoio da entidade é fundamental para o projeto de fortalecimento e associativismo que a entidade busca.

Queremos unir as empresas, aquecer o setor e trazer benefícios através de ações em conjunto. O estudo vai mostrar qual é o nosso mercado e como devemos atingi-lo. É uma forma de direcionar o trabalho.Ela explica que o maior desafio enfrentado atualmente é a concorrência com produtos de outros estados e também os importados. Sobre a criação de um APL, ela acredita que este pode ser o pontapé inicial. Para conseguirmos transformar nossa região em um polo, é primordial a adesão dos empresários e o conhecimento do nosso mercado, bem como a qualificação dos nossos serviços.

Além da análise de mercado, o Sindicato das Indústrias de Alimentação está envolvido em outro grande projeto: a criação de um condomínio do setor. Já em andamento, a proposta consiste em reunir entre 20 e 50 empresas que irão ratear os custos do local, que terá serviços das áreas de recursos humanos, jurídica e contábil e uma infraestrutura com salas de reunião, refeitório e trabalho de reciclagem do lixo produzido.

De acordo com o analista do Sebrae Macro Região Leste, João Paulo Palmieri, a ideia do projeto surgiu a partir de uma demanda do próprio setor. Fomos procurados pelo sindicato para a realização de um estudo que verificasse as ameaças e oportunidades do segmento de forma que pudéssemos traçar planos de ação para o desenvolvimento destas indústrias. Palmieri destaca que, a partir desta análise, o Sebrae pretende alavancar melhores resultados. A ideia é desenvolver planos de ação em três linhas: gestão empresarial, acesso à tecnologia e diferenciais competitivos que agreguem valor aos produtos.

Proprietário da Torrada Hills, empresa que está há 12 anos no mercado, Ricardo Pereira da Silva, acredita que o setor passa por um momento propício ao crescimento. Para ele, a análise do mercado local irá contribuir neste processo. As pequenas indústrias não têm tanto incentivo para crescer. Com o apoio de entidades como o Sebrae, estamos vendo esta possibilidade se tornar real. Até o final do ano, ele pretende ampliar seus negócios. Já comprei máquinas para lançarmos nova linha de biscoitos. Com o maior poder aquisitivo da população, percebemos um aumento do consumo de alimentos.

A apresentação do levantamento, intitulado Análise de atratividade das indústrias de alimentos de Juiz de Fora, acontecerá amanhã, às 19h, na sede da Fiemg.