Ouça agora

Arrecadação estadual cresce 14,5% em JF


Por Tribuna

26/05/2012 às 07h00

A arrecadação da receita tributária estadual em Juiz de Fora cresceu 14,5% no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme balanço divulgado à Tribuna, foram arrecadados cerca de R$ 298,5 milhões de janeiro a abril deste ano contra R$ 260,6 milhões em igual intervalo de 2011. Os dados foram divulgados pela regional da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

Dentre os tributos de competência estadual, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o que apresentou a maior participação no montante apurado, com R$ 198 milhões este ano e R$ 173 milhões em 2011. O aumento foi de 14,37%. Em segundo lugar está o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com recolhimento de R$ 80 milhões este ano e R$ 70,7 milhões no anterior. Neste caso, a alta chegou a 13,29%.

A partir do desmembramento dos dados do ICMS, o coordenador regional da Fazenda em Juiz de Fora, Fernando Fagundes, aponta o crescimento de 25,24% na arrecadação via importação e veículos, que, juntos, passaram de R$ 72,9 milhões para R$ 91,3 milhões este ano. Fagundes atribui o estímulo à importação de veículos em Juiz de Fora. Em segundo lugar em cifras, está a indústria, com R$ 29,9 milhões de recolhimento, queda de 0,80% ante o mesmo período do ano passado (R$ 30,2 milhões). Ainda sob o efeito da crise, o setor tem sido impactado com encolhimento de sua atividade. O coordenador regional pondera, no entanto, que a chegada e a ampliação de grandes empresas no município e o estímulo provocado pela realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil devem reverter o quadro a curto prazo.

O comércio ficou em terceiro lugar em participação no ICMS, com R$ 21 milhões arrecadados neste quadrimestre, 12,83% a mais ante os R$ 18,7 milhões do ano anterior. Para Fagundes, embora o segmento também sofra com os efeitos da crise e redução na atividade econômica, tem recebido estímulo por parte do Governo federal. Combinando benefícios fiscais (como redução do Imposto sobre Produtos Industrializados para alguns setores) e redução nos juros, o consumo interno tem se mantido em níveis que compensam a baixa atividade industrial.