Ouça agora

Horário de verão termina à meia-noite de sábado


Por Tribuna

24/02/2012 às 20h00

À meia-noite deste sábado (25), os juiz-foranos devem atrasar os relógios em uma hora. Termina o Horário de Verão 2011/2012, que teve duração de 133 dias, sete a mais na comparação com a edição anterior. Segundo a Cemig, houve redução na demanda máxima de 4%, correspondendo a cerca de 310 MW. A potência equivale ao consumo de pico de 750 mil habitantes – a população de Juiz de Fora e a de Sete Lagoas juntas. A economia aconteceu no auge diário de carga, que ocorre entre 18h e 22h. Números locais não foram divulgados.

No consumo, avalia a Cemig, a economia chegou a 0,5%, que representa 32 MWmed (megawatts médios). Essa economia de energia é suficiente para abastecer, durante dez dias, Belo Horizonte, compara o engenheiro de operação do sistema da Cemig, Wilson Fernandes Lage. Para os consumidores residenciais e comerciais, explica, a economia se dá na menor utilização da iluminação artificial. A avaliação da companhia é que os clientes poderiam ter gasto até 5% maior na fatura mensal de energia, caso não houvesse o Horário de Verão.

A medida começou à zero hora de 16 de outubro do ano passado e tem por base as regras do Decreto 6.558/2008, que fixou datas para início e término. Todos os anos, o horário de verão entra em vigor sempre à zero hora do terceiro domingo de outubro e se estende até o terceiro domingo de fevereiro. No ano em que houver coincidência entre o dia previsto e o Carnaval, o encerramento é postergado para a semana seguinte, como aconteceu este ano.

O Horário de Verão abrangeu, além de Minas Gerais, os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Bahia.

No país

A economia no sistema elétrico interligado brasileiro, de acordo com avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), deverá ser de 4,7% de redução na demanda máxima, superando o valor de 2.777 MW, o que equivale a, aproximadamente, 40% da carga mineira no horário de ponta. Já a redução do consumo de energia deverá atingir 290 MWmed, correspondente a 38% do consumo médio de uma cidade do porte de Brasília, com 2,5 milhões de habitantes. Os valores oficiais serão divulgados em março pelo ONS.