Brasil aparece em nono lugar em empreendedorismo feminino

Pesquisa foi realizada em 15 países; Brasil tem o pior desempenho entre os latino-americanos


Por Agência Estado

23/03/2019 às 17h05- Atualizada 23/03/2019 às 17h13

São Paulo (AE) – O Brasil aparece na nona colocação em empreendedorismo feminino entre 15 países pesquisados em levantamento feito pela Avon com a Oxford Economics. No país, 37% das mulheres consultadas afirmaram que já tiveram seu próprio negócio, fração inferior à média global, de 42%. O percentual brasileiro também é o menor entre os países latino-americanos pesquisados. A América Latina, porém, tem as maiores taxas de empreendedorismo, enquanto os países europeus pesquisados possuem as menores proporções.

A Colômbia e o Equador lideram a lista, com 66% das mulheres informando serem ou terem sido donas de algum negócio, enquanto o Reino Unido ficou em último, com 22%. Os 15 países participantes do estudo foram Argentina (53%), Brasil (37%), Chile (59%), Colômbia (66%), Equador (66%), Itália (23%), México (59%), Peru (61%), Filipinas (51%), Polônia (24%), Romênia (28%), Rússia (24%), Turquia (24%), África do Sul (42%) e Reino Unido (22%).

De acordo com a Avon, a média da disparidade salarial entre os gêneros nos 15 países é de 23%. E a maioria das mulheres que nunca tiveram um negócio próprio (55%) diz que o que as impediu de empreender foi a falta de recursos financeiros. No Brasil, esse porcentual pula para 62%.

“Mais da metade das mulheres não tem recursos financeiros para criar seu próprio negócio, colocando o seu potencial empreendedor limitado em até 50%”, diz a Avon. A empresa estima que são perdidos entre US$ 12 trilhões e US$ 28 trilhões na economia global porque elas não podem participar do mercado em pé de igualdade com os homens.

De maneira geral, a pesquisa revela que metade das mulheres consultadas nos 15 países acreditam que suas culturas não as encoraja a ser empreendedoras, ao contrário do que ocorre no mundo masculino. Esse porcentual é maior no Brasil, de 60%.

Para o levantamento, foram entrevistadas mil mulheres com mais de 18 anos em cada um dos 15 países, com exceção do Equador, onde as dificuldades em obter uma amostra representativa levaram os organizadores a reduzir o tamanho da amostra a 400. A pesquisa foi realizada on-line, usando uma plataforma dedicada que permaneceu ativa até que o número de participantes definido para a amostra fosse alcançado, durante um período que variou de duas a três semanas.

A pesquisa foi realizada para o lançamento da campanha global #PorEla, um plano para enfrentar algumas das maiores barreiras que impedem as mulheres de atingir seu pleno potencial. Segundo a empresa, a ação visa a transformar a vida de 100 milhões de mulheres por ano, para que elas possam se expressar plenamente e tenham uma vida segura e saudável.