Trabalhador quer mais tempo livre
Brasília (ABr) – Se a jornada de trabalho fosse reduzida, mais de 60% dos trabalhadores dedicariam o tempo livre a outras atividades. Essa é uma das constatações de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo livre, divulgado ontem. Para 39,5% dos entrevistados, o tempo dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida.
Para esse grupo, o trabalho provoca cansaço e estresse (13,8%); compromete as relações amorosas e a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e práticas esportivas (7,2%) e afetar as relações de amizade (5,8%).
O Ipea entrevistou 3.796 pessoas que moram em áreas urbanas das cinco regiões do país, com mais de 18 anos de idade e que exerciam alguma atividade remunerada na semana de referência da pesquisa. O estudo mostra que 63,8% dos trabalhadores usariam o tempo livre com a redução da jornada para atividades não ligadas ao trabalho, enquanto que 36,2% não sentiriam diferença porque cumprem jornada de trabalho superior as 44 horas semanais previstas na legislação.
Outro levantamento, desta vez do Dieese, mostra que a maior parte dos trabalhadores obteve no ano passado aumento salarial acima da inflação. De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela.
De acordo com o Dieese, o resultado confirma a tendência dos últimos anos – quando a maioria das categorias profissionais analisadas conquistou aumentos reais para os salários nas negociações de data base.









