Dilma admite mudar regras da poupança
Apesar de evitar falar sobre a possibilidade de mudanças na caderneta de poupança, a presidente Dilma Rousseff decidiu assumir o ônus político e deve mexer nas regras. Segundo informações do Correio Brasiliense, a presidente convocou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para uma reunião que deve ocorrer na segunda-feira.
No encontro, será batido o martelo sobre a proposta a ser encaminhada ao Congresso, para que a mais tradicional modalidade de investimento do país, com remuneração fixa de 6,17% ao ano mais a variação da TR (Taxa Referencial), seja atrelada à taxa básica de juros da economia (Selic). Dilma está decidida a levar a Selic a 8% ao ano, o que significa mais dois cortes de 0,5 ponto percentual, nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) de maio e julho.
Ontem, a presidente falou com jornalistas no encerramento das cerimônias de formatura da turma de 2010-2012 do Instituto Rio Branco e de Condecoração da Ordem de Rio Branco, no Palácio Itamaraty. Essas discussões não devem ser feitas comigo. É da área do ministro da Fazenda, em consulta ao Banco Central. Essa não é uma área na qual me posiciono.
Dilma falou também sobre a questão dos juros no Brasil. Acredito que o Brasil tem de buscar patamares de juros similares aos praticados internacionalmente. Tecnicamente fica muito difícil o Brasil, diante do que ocorre no mundo, justificar spreads tão elevados, disse. Questionada sobre qual seria o spread ideal a presidente respondeu: Se alguém te der essa resposta, você me apresenta, que eu vou indicá-lo para o prêmio Nobel.









