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Uniforme até 15% mais caro


Por Fabíola Costa

20/01/2012 às 07h00

Além da alta de até 15% no preço dos livros para este ano letivo, os pais devem preparar o bolso também para os uniformes. Em alguns estabelecimentos, o preço das mercadorias subiu até 15%. Para fugir do tumulto característico dos últimos dias de janeiro, os juiz-foranos já estão antecipando a compra dos itens. Entre as lojas especializadas, a avaliação é que a procura já cresceu e deve resultar em alta de até 20% nas vendas na comparação com o ano anterior.

A dona de casa Nívea Roberta Fernandes, 34 anos, trocou ontem o uniforme comprado para os filhos no início de dezembro. "Antecipei para evitar confusão e acúmulo de gastos típicos do início de ano." Nívea não percebeu muita diferença nos preços das peças adquiridas para as crianças de 2 e 5 anos. A aposentada Maria José de Melo, 59, iniciou as compras ontem para as duas netas. Achou as lojas "mais ou menos" cheias e não abriu mão da pesquisa de preços.

O gerente da Charme Colegial, Ary Vamberto de Ornelas Lima, identificou maior movimento esta semana. Segundo ele, em função da reposição de custos, os produtos tiveram reajuste entre 5% (coleção de inverno) e 7% (verão). A alta, diz, foi minimizada em função da redução das despesas na manutenção do negócio. Apesar da procura crescente, Ary avalia que a grande maioria vai manter a tradição e deixar a escolha para a última hora, especialmente na última semana do mês. A expectativa do gerente é vender entre 10% e 15% a mais na comparação com 2011, em função da troca de uniforme de algumas escolas da cidade.

Para a proprietária da Alaíde Uniformes, Alaíde dos Santos Araújo, a alta nas vendas pode ser ainda maior, chegando a 20%. Ela comenta que o reajuste nos uniformes este ano não passou de 2%. A redução da margem de lucro, avalia, tem sido compensada pelo aumento do número de clientes. De acordo com Alaíde, os pais começaram a comprar a partir do dia 5 de janeiro, mas a maior demanda também é esperada para o final do mês. "Adquirir uniforme escolar é uma necessidade."

Na Rita Uniformes Escolares e Profissionais, a modelista Mônica Gisele do Carmo avalia que os produtos estão, em média, 15% mais caros em função do aumento do custo dos tecidos e do reajuste salarial da mão de obra. De acordo com Mônica, os pais usaram o mês de dezembro para pesquisar preços e estão efetivando as compras agora. Na sua opinião, a procura cresceu na segunda quinzena do mês, fazendo-a acreditar que, este ano, é possível vender até 15% a mais ante 2011.

Sobre a compra de uniforme escolar, a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste, Maria Inês Dolci, alerta que as escolas não podem obrigar os pais a comprarem o uniforme no próprio estabelecimento de ensino. Também não devem indicar uma determinada loja para a aquisição, se o mercado em geral comercializar o produto. "O fornecimento exclusivamente pela escola é considerado venda casada, proibida por lei." Concluída a escolha do uniforme, a coordenadora recomenda negociar desconto ou melhores condições de pagamento. A orientação é exigir sempre nota fiscal ou tíquete do caixa, considerados fundamentais se houver necessidade de troca.

 

Horário estendido

Apesar de as lojas de uniformes não adotarem horário estendido, estão preparadas para manter as portas abertas até o último cliente concluir as compras. Pelo menos este é o posicionamento dos lojistas. Nas papelarias e livrarias, o funcionamento especial começou na última segunda-feira. Durante os dias de semana, os estabelecimentos ficam abertos das 8h30 às 20h e, aos sábados, das 8h30 às 16h. A ampliação acontece até 11 de fevereiro e faz parte de acordo firmado entre Sindicato do Comércio (Sindicomércio) e Sindicato dos Empregados no Comércio.