Depois do leite e feijão, preço do ovo dispara


Por FABÍOLA COSTA

15/07/2016 às 07h00- Atualizada 15/07/2016 às 11h27

Dúzia subiu de R$ 4,65 para R$ 5,43 entre junho e julho (puxaBAY)

Dúzia subiu de R$ 4,65 para R$ 5,43 entre junho e julho (puxaBAY)

Além do leite e do feijão, mais um produto comum na mesa do consumidor, o ovo, engrossa a lista dos que apresentaram disparada de preços em Juiz de Fora. A pesquisa Cesta Básica Regional, divulgada ontem pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA), aponta que o leite subiu 27,8%, o feijão preto, 23,7% e o ovo branco, 16,7% no intervalo de um mês. Estas, aliás, foram as maiores altas identificadas entre 22 produtos cujo comportamento de preços foi comparado do dia 16 de junho ao dia 14 de julho.

A escala no preço das commodities, em especial o milho, é a justificativa para o aumento do preço médio do ovo, utilizado como alternativa de proteína em função do aumento da carne. O ovo (duas dúzias) vendido, em média, a R$ 4,65 no mês passado era encontrado a R$ 5,43 nas prateleiras ontem. Já o custo médio do litro do leite tipo C, de acordo com a pesquisa, que era de R$ 2,77 em junho pulou para R$ 3,54 este mês. Já o quilo do feijão preto passou de R$ 5,23 para R$ 6,47. Na análise da semana, a farinha de trigo foi o item que apresentou o maior aumento (3,31%), seguido pelo óleo de soja (2,80%) e o café torrado moído (2,78%).

Leite ainda é o vilão da cesta básica, com alta de 27,8% (Olavo Prazeres/07-07-16)

Leite ainda é o vilão da cesta básica, com alta de 27,8% (Olavo Prazeres/07-07-16)

Sobre o recordista de altas, que têm assustado os consumidores nos supermercados, o coordenador de Pesquisas da SAA, Júlio Alvarenga, avalia que a entressafra do leite, que começou no final de maio, deve se estender até agosto. Isto não significa, porém, que o produto continuará em escalada até lá. Para o coordenador, o leite está chegando no limite de preço aceito pelo mercado. “Não tem como aumentar muito mais e repassar para a ponta, que não é capaz de absorver. A tendência é que exista uma parada agora”, avalia. O litro, que custava R$ 3,49 na semana passada, aumentou para R$ 3,54 nesta quinta-feira (1,43%). As oscilações, a partir de agora, devem ser pontuais e pequenas, acredita.

Estabilidade

A acomodação das cifras é esperada também para feijão e ovo. Alvarenga avalia que, apesar da seca agressiva nas regiões produtoras e da abundância de águas na hora da colheita, a autorização do Governo para importação do feijão deve aumentar a oferta, “acalmando” o mercado. Esta semana, foi identificada alta de 1,73%, de R$ 6,36 para R$ 6,47. De uma semana para a outra, inclusive, também foi identificada queda no preço do ovo (-4,06%), de R$ 5,66 para R$ 5,43. Na aposta do coordenador, entre 15 e 20 dias deve-se começar a observar uma estabilidade nos preços, ou, pelo menos, uma subida menos elevada e assustadora para o bolso do consumidor.