Poupança não terá alterações
Brasília (ABr) – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem que o Governo esteja planejando, no momento, fazer alterações nas cadernetas de poupança. Setores do mercado financeiro avaliam que, com as seguidas reduções da taxa de juros, em algum momento, muitos investidores podem migrar dos fundos de investimentos para as cadernetas de poupança.
A poupança passaria a ser mais vantajosa, porque não recolhe, como os fundos, Imposto de Renda e não paga taxa de administração às instituições financeiras. O problema é que os fundos são formados, na maioria, por títulos públicos que servem para o governo refinanciar sua dívida.
Mantega reafirmou que a guerra fiscal entre os estados é deletéria para a economia do país, e manifestou apoio à Resolução 62, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que equaliza a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em todo o território nacional.
Ao participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro destacou que a guerra fiscal acaba ocorrendo um pouco (provocada) por todos os estados. Para ele, é inconstitucional o fato de mudanças tributárias não serem absorvidas por todas as unidades Federação.
Outro tema debatido na audiência foi a desoneração da folha de pagamento, que, de acordo com Mantega, é fundamental para aumentar a competitividade das empresas. O ministro informou que receberá, nesta semana, representantes de cinco setores da indústria para definir como reduzir o custo patronal na contratação de funcionários. Vamos mexer na alíquota [do Instituto Nacional da Seguridade Social] e, em breve, faremos o anúncio, provavelmente abarcando mais setores.
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