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PF quer mais investigação sobre investidor de JF


Por Tribuna

14/02/2012 às 07h00

O delegado da Polícia Federal (PF) de São Paulo, Milton Fornazari Júnior, representou à Justiça Federal para que autorize o compartilhamento de prova a fim de que seja instaurado inquérito na Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora para investigar o investidor juiz-forano Adalberto Salgado Júnior em operações com Certificado de Depósito Bancário (CDB). Fornazari presidiu o inquérito sobre o rombo de R$ 4,3 bilhões no Banco Panamericano. As informações são de "O Estado de São Paulo".

Ainda conforme o jornal, a base do pedido de Fornazari é o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou Adalberto como o cliente do banco que teria recebido remuneração em CDB equivalente a 697% durante 315 dias. A remuneração média desse título não ultrapassaria 12% ao ano.

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu a investigação sobre crimes envolvendo altos executivos e os principais diretores do banco Panamericano. Ao todo, foram indiciados 22 suspeitos de promoverem rombo de R$ 4,3 bilhões. O inquérito, aberto em dezembro de 2010, foi instaurado para investigar a existência e a autoria de crime decorrentes de fraudes contábeis e subtração de valores envolvendo a administração da instituição financeira no período entre janeiro de 2008 e novembro de 2010. Adalberto não foi indiciado.

Agora, a PF quer "aprofundar as investigações em relação a eventual participação de Adalberto e pessoas a ele vinculadas, de qualquer forma, com os ex-administradores do Panamericano, na obtenção de taxas de remuneração de CDB fora da realidade do mercado, o que só poderá ser constatado por meio de novas diligências, incluindo quebra de sigilo bancário, bem como para investigar a origem dos altos valores movimentados por ele em circunstâncias anormais", afirma a publicação do jornal. A PF incluiu o investidor no capítulo "demais investigados" no relatório final do inquérito.

Defesa

À Tribuna, o advogado Roberto Podval, que defende o investidor, afirmou que, após a investigação, houve o entendimento de que não há indícios contra Adalberto Salgado. Tanto que ele não foi indiciado. "Não há sequer indícios da participação dele em qualquer irregularidade junto ao Panamericano." Para o advogado, a representação à Justiça, com o objetivo de aprofundar as investigações, é natural. "Nossa posição é de muita tranquilidade. O caso começa a ser esclarecido", afirmou.