PJF cria 11 pontos de táxis rotativos

Já que a proposta inicial de tornar livres todos os pontos de táxi em Juiz de Fora não avançou, pela falta de consenso entre a própria categoria, a Prefeitura criará 35 novas vagas rotativas na cidade, distribuídas em 11 pontos no Centro e nos bairros Alto dos Passos, Mariano Procópio e São Mateus. O Shopping Jardim Norte também será contemplado. Hoje existem 83 pontos fixos. Com a medida, o número de pontos livres passa de 37 para 48.
Conforme o subsecretário de Mobilidade Urbana, Mauro Branco, as ordens de serviço começaram a ser executadas na segunda. A informação da Settra é que os onze pontos já receberam a sinalização vertical. Deste total, falta sinalização horizontal em seis. A previsão é que o trabalho seja finalizado em uma semana. Entre os pontos já prontos para uso estão os localizados na Rua Halfeld, próximo ao Banco do Brasil (3 vagas); na Rua Oscar Vidal, na esquina com a Avenida Rio Branco (4); esquina das ruas Braz Bernardino e Batista de Oliveira (3) e Benjamin Colucci (3). “Nestes pontos livres, qualquer taxista pode parar. É um pulmão, ampliando as vagas, com o objetivo de distribuir melhor a oferta.”
Segundo Branco, apesar do pleito de alguns taxistas pela liberação de todos os pontos, os fixos contam com usuários habituais. Com a extensão do rotativo, não haveria a garantia de oferta de veículos nestes locais, avalia. O subsecretário destacou, ainda, a falta de consenso entre a própria categoria e o fato de a proposta apresentar prós e contras. De olho no aumento da frota, com a incorporação de mais 105 táxis nas ruas, as novas vagas são consideradas “um alento”. Conforme a Prefeitura, dos 254 permissionários contemplados na concorrência, 238 estão em operação. A diferença refere-se aos que foram convocados posteriormente.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, a oferta “alivia um pouco a dificuldade de parar”, mas não resolve o problema. Para ele, o número de novas vagas é pequeno na comparação com as permissões concedidas. O ideal, afirma, seria universalizar o rotativo, assim como aumentar o número de “pescadores” nos pontos fixos. O máximo aceito hoje são três para pontos com mais de dez titulares. O pleito do sindicato é pela autorização de, pelo menos, quatro. Sobre a distribuição das novas vagas, a avaliação é que foi bem planejada e considera, de fato, a maior concentração de demanda. Aparecido reclamou da falta de sinalização horizontal em alguns pontos, considerada necessária para evitar a disputa de vagas com particulares.
Regramento
Em decreto publicado esta semana, a Prefeitura equiparou as condições da “pescaria” aos veículos adaptados, que passaram de dez para 60 com a licitação. Com isso, todos os táxis passam a contar com as mesmas regras: um pescador, seja convencional, adaptado ou híbrido, em pontos de até cinco titulares; dois em pontos de seis a dez titulares e três em pontos acima deste número. Segundo o subsecretário de Mobilidade Urbana, antes da medida, os taxistas de veículos adaptados eram livres para parar em qualquer ponto. A igualdade de condições, disse, se fez necessária mediante o expressivo aumento da oferta destes veículos. O Sindicato dos Taxistas aprovou a medida.









