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Venda de caminhão em JF sobe 55%


Por Tribuna

11/05/2012 às 07h00

Diferente da situação de retração das vendas de caminhões vivida pela indústria automobilística no país, que fez com que montadoras do ABC paulista reduzissem a jornada de trabalho e concedessem licença remunerada para funcionários, em Juiz de Fora o setor passa por um momento de aquecimento. Neste primeiro quadrimestre, o município registrou aumento de 55% das vendas de caminhões em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (Sincodiv-MG). Para representantes de concessionárias da cidade, a tendência é que o cenário se torne ainda mais favorável daqui para frente.

O início do ano é um período mais devagar para as vendas e, mesmo assim, estamos percebendo aumento da procura. As medidas de redução das taxas de juros e facilitação ao crédito já estão contribuindo para uma melhora do mercado, destaca o consultor de negócios do Grupo Treviso, Rodrigo Rocha. Segundo ele, o setor da construção civil é um dos grandes responsáveis pelo aquecimento das vendas de caminhões.

O gerente comercial da Surubim Comercial, Carlos Alberto Fernandes Medina, ressalta que a localização de Juiz de Fora, próxima ao Rio de Janeiro, onde estão sendo realizadas obras para eventos como Rio+ 20, Copa do Mundo e Olimpíadas, é um fator que propicia a diferença de realidade do município em relação a outras regiões. Além disso, a cidade vive um momento muito positivo, de crescimento, com empresas que estão chegando e trazendo novas oportunidades para o mercado.

Dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que o licenciamento de caminhões novos no país, entre janeiro e abril, sofreu redução de 8,10% em relação ao mesmo período de 2011. Os veículos importados apresentaram alta de 73,6%: foram 1.146 licenciamentos no ano passado e 1.989 este ano, enquanto os nacionais tiveram queda de 9,9%, caindo de 51.867 para 46.756. A Anfavea informou, também ,que a indústria automobilística fechou o mês de abril com 366,5 mil veículos nos pátios, estoque suficiente para 43 dias de venda, e registrou queda de 14,2% na comercialização de caminhões.

Para a Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos de Manutenção (Sobratema), que reúne empresas do ramo de construção civil, apontado como responsável por 25% das vendas do setor automobilístico no ano passado, a queda pode ser justificada pelos impactos da nova norma de emissões Proconve P7, equivalente à Euro 5, que encarecem os custos da produção nacional.