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Apesar da queda discreta, preço médio do GLP segue 4,5% mais caro ante janeiro

Embora as reduções sejam pequenas, representam alívio para o consumidor, principalmente para as famílias de menor renda, por se tratar de uma despesa essencial


Por Tribuna de Minas

03/07/2026 às 16h00

Apesar da leve redução registrada em junho, o preço médio do gás de cozinha em Juiz de Fora ainda permanece acima do praticado no início do ano. Levantamento realizado pela Tribuna, com base nas pesquisas mensais do Procon, aponta que o botijão de 13 quilos está cerca de 4,5% mais caro do que em janeiro, tanto para retirada quanto para entrega.

Para retirada no estabelecimento, o preço médio passou de R$ 102,15, em maio, para R$ 101,97, em junho, redução de 0,2%. Já para entrega em domicílio, o valor caiu de R$ 118,75 para R$ 118,03, representando uma diminuição de aproximadamente 0,6%.

As reduções são discretas e ocorrem após alta registrada em abril. No acumulado do ano, entretanto, o preço médio ainda permanece acima dos valores observados em janeiro. Na comparação entre os dois meses (janeiro e junho), o botijão ficou R$ 4,41 mais caro para retirada, passando de R$ 97,56 para R$ 101,97, e R$ 5,17 mais caro para entrega, subindo de R$ 112,86 para R$ 118,03.

Para o professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Weslem Faria, embora as reduções registradas nos últimos meses sejam pequenas, elas representam um alívio para o consumidor, principalmente para as famílias de menor renda, que destinam uma parcela significativa do orçamento a despesas essenciais.

“Faz diferença principalmente para as famílias de menor renda. Qualquer folga no orçamento é importante para justamente comprar itens mais básicos, como os próprios itens da cesta básica.”

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(Foto: Felipe Couri)

Item essencial e pressão sobre o orçamento

Segundo o economista, mesmo uma redução discreta no preço de um item essencial como o gás de cozinha contribui para aumentar a renda disponível das famílias e reduzir parte da pressão sobre o orçamento doméstico.

Para Faria, o que explica o comportamento dos preços é, por exemplo, a questão da guerra entre Estados Unidos e Irã, porque o gás é um derivado do petróleo e acaba sofrendo oscilação de preço, na mesma tendência que todos os derivados, como combustíveis. “O Brasil tem repassado pouco essas variações de preço, devido a choque de oferta por causa de guerra”, explica, “acredito que a tendência é reduzir um pouco ao longo do tempo, porque parece que estão entrando em acordo”.

A Tribuna entrou em contato com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) e com o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Sitramico-MG), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Tópicos: gás de cozinha