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Gasolina continua sendo mais vantajosa


Por Tribuna

01/02/2012 às 20h05

Os combustíveis ficaram um pouco mais baratos em janeiro em relação a dezembro, mas, em comparação ao mesmo período de 2011, o juiz-forano está pagando mais caro. O preço médio da gasolina em janeiro foi de R$ 2,770 o litro, redução de 3,38% ante dezembro de 2011 (R$ 2,867). Já em relação ao mesmo mês do ano passado houve alta de 6,6%. Na época, o combustível era encontrado a R$ 2,598 nas bombas. No levantamento de preços mais recente, o litro era comercializado a R$ 2,75, variando de R$ 2,55 a R$ 2,96 na cidade.

O cenário do etanol é o mesmo. Apesar de ter apresentado ligeira queda (-0,87%) ante dezembro, o preço médio do etanol em janeiro (R$ 2,280) nas bombas da cidade subiu 14% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o litro era comercializado a R$ 1,99 na cidade. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na pesquisa mais recente da agência, referente ao período de 22 a 28 de janeiro, o custo médio do litro era de R$ 2,266, sendo encontrado no mínimo de R$ 1,99 e máximo de R$ 2,39 nos postos de combustível.

Para os proprietários de veículos flex, continua sendo mais vantajoso optar pela gasolina, já que o etanol representa 82% do preço do concorrente. A relação desejável entre eles é, no máximo, 70% para que seja vantajoso ao bolso do consumidor.

O diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, destaca a sazonalidade do consumo de combustíveis, com menor demanda nos meses de janeiro e fevereiro na comparação com dezembro. As vendas na primeira quinzena de janeiro ficaram dentro do esperado, avalia.

De acordo com Rodrigues, as vendas de etanol anidro para o mercado interno totalizaram 255 milhões de litros na primeira quinzena de janeiro, menos 8% do total comercializado nos últimos 15 dias de dezembro (277 milhões de litros). Já as vendas de hidratado nos primeiros 15 dias de janeiro chegaram a 363 milhões de litros, queda de 11% ante o volume comercializado na segunda quinzena de dezembro (410 milhões de litros). O anidro contém, no mínimo, 99,3% de álcool enquanto o hidratado possui o máximo de 96%.

Segundo o diretor técnico da Unica, nas últimas quatro semanas, o preço do hidratado vendido pelo produtor recuou quase R$ 0,10 por litro, chegando a R$ 1,09/l na semana passada. Na sua opinião, se a queda for repassada ao preço de bomba, haverá uma leve recuperação da demanda. A Tribuna fez contato com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), mas a informação da assessoria, em Belo Horizonte, é que o presidente estava viajando. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) também foi procurado, mas não se posicionou sobre o assunto.