Arqueólogo fala de suas expedições no Egito
O argentino Julián Sanchez faz palestra nesta sexta-feira (31) no Museu de Arte Murilo Mendes

O Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) recebe, nesta sexta-feira (31), às 19h, o arqueólogo argentino Julián Sanchez, que há mais de 15 anos trabalha com escavações arqueológicas no Egito, para a palestra “Missões arqueológicas sul-americanas na terra dos faraós”. O pesquisador compartilhará um panorama do trabalho realizado em Luxor e seu novo projeto Kom Dara, em Asiut.
O imaginário geral criado em torno das expedições no Egito tem relação próxima com produções hollywoodianas. Entretanto, o arqueólogo explica que existem certos exageros. “Nos filmes, sempre aparecem armadilhas e coisas assim. Mas na realidade os perigos principais são geológicos, porque a maioria das tumbas no Egito está escavada em rocha calcária, os hipogeus. São cavernas, corredores, salas, diferentes câmaras, e todas essas estruturas podem ruir a qualquer momento. Estamos trabalhando em lugares que foram abertos há pelo menos 4 ou 5 mil anos.”
Sanchez contará sobre suas experiências em campo e sobre as últimas descobertas em torno das tumbas dos membros da nobreza, incluindo a Necrópole Tebana e as relações entre o culto funerário, a cosmologia e a religiosidade no Egito Antigo. O palestrante também abordará a importância da implementação das pesquisas entre países em desenvolvimento, uma novidade tendo em vista que tradicionalmente as expedições são realizadas por países europeus.
Ampla bagagem
Doutor em Arqueologia pelo Museu Nacional (UFRJ), pesquisou o uso do espaço mortuário na Necrópole Tebana e também participou e coordenou escavações em Luxor Oeste: na Missão Argentina na Tumba de Neferhotep TT49 (Universidade de Buenos Aires) e no Projeto Amenemhat TT123 do Brazilian Archaeological Program in Egypt (BAPE), primeira missão brasileira no Egito.
Atualmente é presidente do Instituto Sul-americano de Arqueologia e Preservação do Egito e Sudão (ISAPES) – que tem o objetivo de promover e dar visibilidade às pesquisas com enfoque na arqueologia, antropologia e história de países africanos através do desenvolvimento de projetos, oficinas e grupos de estudo em torno dessas temáticas. É também coordenador geral do Kom Dara Project em Asiut, no Egito.









