Museu Mariano Procópio reabre com exposições inéditas

Espaço ficou fechado por mais de três meses para recuperação de áreas afetadas pelas chuvas de fevereiro


Por Cecília Itaborahy

29/05/2026 às 18h01

A Fundação Museu Mariano Procópio reabre oficialmente ao público na próxima terça-feira (2), às 14h. O Museu e o Parque ficaram fechados por mais de três meses em razão de ações de recuperação estrutural e restauração de áreas afetadas pelas chuvas que atingiram Juiz de Fora em fevereiro.

Duas exposições inéditas poderão ser visitadas no Museu Mariano Procópio. A programação integra as comemorações pelo aniversário de Juiz de Fora.

A mostra “O leque e suas (re)apresentações”, instalada na Villa Ferreira Lage, reúne 12 leques históricos que fazem parte do acervo do Museu. As peças estavam preservadas na reserva técnica da instituição e, agora, serão apresentadas ao público.

A curadoria da exposição foi realizada pela museóloga Alice Colucci, em conjunto com o Departamento de Acervo Técnico da Fundação Museu Mariano Procópio, responsável pela pesquisa, conservação e seleção das peças.

Os objetos expostos são majoritariamente datados do século 19 e revelam aspectos artísticos, materiais sofisticados e elementos culturais relacionados ao cotidiano e às relações sociais da época.

Museu Mariano Procópio reabre com exposições inéditas
(Foto: Mapro/ Divulgação)

A outra mostra inédita é “Museu e resiliência: entre desafios e recomeços”, instalada no Parque do Museu, com 20 fotografias que retratam os bastidores do trabalho de recuperação realizado durante o período em que o espaço permaneceu fechado.

As imagens selecionadas apresentam a atuação da equipe responsável pelas ações de enfrentamento aos danos provocados pelas chuvas. O intuito é propor uma reflexão sobre memória, preservação e resiliência, além de valorizar o trabalho envolvido na recuperação de um dos principais patrimônios culturais de Minas Gerais.

“Entregamos ao público uma demonstração do comprometimento da Fundação Museu Mariano Procópio com o cumprimento do chamado tripé da museologia, que consiste na preservação, investigação e comunicação do acervo. Articulando múltiplos saberes e fazeres, é possível manter um museu vivo, descortinando um leque de possibilidades de interpretação, reflexão e reapresentação dos objetos museais e de suas narrativas”, afirmou a diretora da Fundação Museu Mariano Procópio, Ana Werneck, em nota à imprensa.