Diário de bordo
Sob a liderança dos padres Sérgio Luiz Silva, da Igreja da Glória, e Paulo Carrara, da Igreja de São José, em Belo Horizonte, um grupo de 41 pessoas, do qual fizemos parte, participou de uma viagem intitulada Jornada da Libertação pela Itália, Israel e Portugal, no período de 21 de outubro a 8 de novembro. Nosso primeiro destino, a Itália, nos proporcionou, além de passeios maravilhosos pelos pontos turísticos de Roma, uma visita inédita e particular ao interior do Coliseu. Valeu a pena. O Coliseu que, na verdade, era um teatro para 50 mil pessoas, é simplesmente impressionante em seu interior.
Saindo de Roma, nos dirigimos para o Sul do país, passando por Pompeia, com direito a uma vista do Vulcão Vesúvio e parada na cidade de Pagani, onde visitamos o santuário dedicado a Santo Alfonso de Liguore. Em seguida, rumamos em direção à Costa Amalfitana, talvez a região mais linda de toda a Itália. Antes, fizemos uma parada em Sorrento, de onde se tem uma vista maravilhosa do famoso mar que inspirou os versos Vide o mare quant’é bello, spira tanto sentimiento, imortalizados na canção napolitana Torna a Surriento. Em Positano, começa a bela Costa Amalfitana, cuja paisagem é de tirar o fôlego. Fizemos uma parada em Amalfi, para visita à Catedral de Santo André, de estilo bizantino. Ao fim da tarde, chegamos a Salerno, onde nos hospedamos.
Na manhã seguinte, o destino foi a cidade de Caposele, onde visitamos a Igreja de Materdomini, santuário dedicado a San Gerardo Maiella. Em seguida, continuamos até a cidade de Gargano, onde subimos o Monte de Santo Ângelo, a 740m de altitude, visitamos a Igreja de San Michele Archangelo, situada dentro de uma gruta de pedra. Do alto do monte, se tem uma vista do porto e da cidade de Manfredonia, à beira do Mar Mediterrâneo. Pernoitamos no local e, no dia seguinte, fomos para San Giovanni Rotondo, onde conhecemos a bela obra do padre Pio, hoje canonizado com o nome de São Pio de Pietrelcina.
Em seguida, partimos para Nápoles, onde ficamos perplexos com o caos no trânsito. Os habitantes estacionam sobre as faixas de pedestres, fecham cruzamentos, fazem retorno em pistas duplas sobre as faixas e outras barbaridades. As ruelas da parte antiga da cidade não têm passeios e são compartilhados por carros, pedestres e motos que parecem brotar de cada esquina. O barulho das freadas e das buzinas são infernais. Neste quesito, viva o Brasil.
De Nápoles partimos para Montecassino, cidade da maior batalha da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra. Lá, visitamos a belíssima Abadia de Montecassino, monastério fundado por São Bento por volta do ano 529 da era cristã. À tardinha, chegamos aos arredores da cidade de Assis, visitamos a Igreja de Santa Maria Del Angeli e pernoitamos num resort local. O domingo foi marcado pelas visitas às igrejas de Santa Clara e de São Francisco de Assis, além do túmulo do cultuado santo. De Assis, nos dirigimos para o Aeroporto de Fiumicino, nas proximidades de Roma, onde embarcamos para a segunda e mais importante etapa da viagem: Terra Santa, que ficará para o próximo relato.









