Vale a pena
Ainda quando cursava os primeiros períodos de letras, pela UFJF, Lucas Mendes, 28 anos, já sabia que queria se debruçar sobre a produção de Murilo Mendes. A justificativa, segundo ele, não é ter o mesmo sobrenome do poeta, mas sim o fato de o escritor ser juiz-forano, aliado às influências de duas professoras, Terezinha e Maria Luiza Scher, pós-doutoras na obra do autor. O projeto de pesquisa do qual participava na graduação ganhou publicação nas revistas acadêmicas da UFJF e da Universidade de São Paulo (USP). Seu passo seguinte, no mestrado em teoria literária, foi dar corpo à dissertação cujo título é Mundominas: ressignificações do espaço mineiro na poética de Murilo Mendes. Busquei compreender a marca da mineiridade nas apropriações do Barroco mineiro, em ‘Contemplação de Ouro Preto’, e na rememoração de Juiz de Fora, em ‘A Idade do Serrote’, ambos de Murilo.Os dois livros representam o mesmo gesto na revisitação a Minas: trata-se de uma perspectiva cosmopolita, do poeta maduro, a partir dos anos 1950, explica ele, que assina artigo integrante do livro Retratos relâmpagos, a ser distribuído ao público pelo selo Mamm nos próximos meses, e que planeja doutorado fora do país.
Gosto de viver novas experiências para nunca ficar na zona de conforto, afirma. Tenho interesse em uma análise comparativa entre Murilo e poetas como Jorge de Sena, de Portugal, e Rafael Alberti, da Espanha. Os três foram premiados na Itália com o ‘Etna-Taormina’ e trabalham com o que podemos chamar de signo plástico na relação entre literatura e pintura. Atualmente, Lucas é professor no Ifet Juiz de Fora e em um curso de férias de português para estrangeiros no Concordia College, em Minnesota (EUA).
O vampiro de Curitiba , de Dalton Trevisan
A leitura desse clássico vale não só pelo humor ácido e exposição da hipocrisia humana através das vivências de um boêmio, mas também pelo estilo minimalista e inovador dos contos de Dalton Trevisan
Cristovão Tezza
A grande qualidade desse autor é tratar da solidão e da fragilidade humana de maneira arrojada e sóbria, sem sentimentalismos. Interessam-me os romances em que aborda a fotografia e a pintura
O norte-americano Ted Kooser
É interessante como sua poética se relaciona com a de Drummond. Os versos de ambos capturam o cotidiano e a corrosão da vida. Vale ler comparativamente ‘A máquina do mundo’, de Drummond, e , ‘On the road’, de Ted Kooser
Encontros e desencontros, de Sofia Coppola
O desencanto de dois americanos em um lugar estranho e ao mesmo tempo familiar é retratado com técnicas de filmagem que corroboram a experiência da solidão
Mike Leigh
Um diretor versátil que já explorou diversos gêneros e temas em filmes que não seguem o roteiro início, meio e fim, mas tem enredos intrigantes. No final, a mensagem passada ao espectador é aberta, indo além da mera representação
Ray of light, da Madonna
O ‘pop não poupa ninguém’, e Madonna, na sua fase madura, conseguiu lançar um CD pop comercial que tem canções ecléticas, inspiradas em música eletrônica, mantra hindu e, até mesmo, bossa nova. Uma mistura que funcionou muito bem
O povo brasileiro
Série de vídeos idealizada e dirigida por Isa Grinspum Ferraz em parceria com a TV Cultura e GNT, baseada na obra de Darcy Ribeiro. De certa maneira, nos responde ‘quem são os brasileiros?’
http://e-proinfo.mec.gov.br/eproinfo/blog/preconceito
Neste blog, o linguista Marcos Bagno fala sobre a questão do preconceito linguístico, uma discussão que não deveria se restringir apenas à academia, mas a todo falante do português brasileiro
Marcelo Adnet interpretando Marco Gracco, no Comédia MTV (2010), disponível em http://www.youtube.com/watch?v=jmnq8somKDQ
Um bom exemplo de como associar humor e política. De forma irônica, o vídeo agrada gregos e troianos









