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Conselho do Museu se reúne, mas não formula lista tríplice

Segundo conselheiro-presidente, Lucas Amaral, a lista será feita após definição sobre mudanças administrativas


Por Tribuna

27/11/2018 às 15h17- Atualizada 27/11/2018 às 15h19

Bastante aguardada, a lista tríplice para a escolha do nome do futuro diretor do Museu Mariano Procópio ainda não foi formulada. Foi enviado ao prefeito, no entanto, um ofício assinado pelo Conselho dos Amigos do Museu, que se reuniu na noite desta segunda-feira (26). Segundo a coluna Painel, de Paulo César Magella, publicada na Tribuna, os conselheiros questionam qual o papel que o futuro diretor irá assumir na nova configuração proposta pela PJF, que considera incorporar o museu à Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). O grupo condiciona a formulação da lista à resposta de Antônio Almas. Presente na reunião, o ex-diretor-superintendente Antônio Carlos Duarte expôs seu motivo e confirmou o “caráter irrevogável”, já apontado na carta entregue ao presidente do conselho após seu pedido de demissão encaminhado ao prefeito. De acordo com o presidente do Conselho, Lucas Marques do Amaral, a próxima reunião deve acontecer ainda na primeira quinzena de dezembro, quando poderão ser indicados os três possíveis diretores. Em São Caetano do Sul, em São Paulo, participando da 74ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos, Antônio Almas ainda não recebeu o ofício.

Entenda o caso

Nomeado em 21 de janeiro de 2017, o arquiteto e pesquisador Antônio Carlos Duarte entregou ao prefeito Antônio Almas, na última quarta-feira, 21, seu pedido de demissão do cargo de diretor do Museu Mariano Procópio. Duarte sucedeu o jornalista Douglas Fasolato, atual conselheiro e diretor da carioca Casa da Marquesa de Santos, retornando ao cargo que já havia ocupado de 1997 a 2004, durante gestão de Tarcísio Delgado. Em carta endereçada ao presidente do Conselho dos Amigos do Museu, Duarte demonstra sua insatisfação por ter tomado conhecimento da fusão do Mapro à Funalfa através da imprensa. Em nota, a Prefeitura confirmou o imbróglio: “No momento da elaboração da reforma, essa possibilidade foi justificada para representantes da direção do Mapro e do Conselho de Amigos do Museu, porém o prefeito Antônio Almas reconhece o equívoco de não ter confirmado a decisão a eles antes do envio do projeto à Câmara e apresentação à imprensa.”