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Carlos Thága expõe memórias urbanas em São Paulo


Por Tribuna

27/03/2012 às 06h00

Sob o olhar de Carlos Thága, as calçadas de Higienópolis, em São Paulo, foram transformadas em figuras abstratas, que tendem às formas geométricas. O cosmopolitismo da maior cidade do país instigou o juiz-forano, que se considera um artista de fôlego, graças à produção incessante dos últimos 30 anos. Duas obras do pintor farão parte da exposição Sob esse olhar, em cartaz a partir do dia 29 na Entrecores Galeria Atelier, na capital paulista, com curadoria de Carmen Pousada.

A conjunção entre figurativo e abstrato presente nas obras – e, em alguns momentos, na mesma obra – é marca do estilo de Thága. Gosto de lidar com essa dualidade da arte figurativa contemporânea, calcada em uma temática, e da arte abstrata, que lida com texturas, cores e emoções, refletindo o interior do artista. Seguindo tais conceitos, as telas Memórias urbanas e Memórias urbanas – a folha trazem as cores e formas das calçadas da Avenida Angélica, no bairro de Higienópolis, captadas pelo pintor.

A nova série que vem sendo produzida pelo artista plástico, Cenas urbanas – São Paulo, coração do Brasil, baseia-se, sobretudo, na diversidade paulistana. São vários mundos tão diferentes interagindo. E o curioso é que existe espaço para todos eles. Um não interfere na área do outro, avalia. Basta estar no lugar certo, na hora certa, para captar e reproduzir esses mundos.

No último mês, Thága participou de exposição dedicada aos 90 anos da arte moderna, também em São Paulo. Na ocasião, foi convidado pela curadora Carmen Pousada a fazer parte de novos eventos de arte na cidade e também no exterior. Ela realmente acreditou no meu trabalho e tem aberto portas, conta. A dificuldade de conquistar espaço no mercado das grandes capitais é vista por ele como uma barreira a ser transposta pelos artistas do interior. É essencial entrar pelas mãos de alguém, finaliza.