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O imortal


Por MARISA LOURES

27/02/2015 às 06h00- Atualizada 27/02/2015 às 09h20

Obras de Mauro Alvim integram exposições no Uruguai e na França
Obras de Mauro Alvim integram exposições no Uruguai e na França

“Estar no meio de tanta gente boa enriquece minha arte, enche meu coração de esperança”, sentencia o mineiro de Chiador (MG), radicado por vários anos em Juiz de Fora, Mauro Alvim, que na reta final de 2014 recebeu a notícia de que é agora imortal. O escultor está entre os 16 brasileiros que receberam o título de Chevalier Académicien, da Mondial Art Academia da França. “Conheci um embaixador do Brasil há uns cinco anos. Foi ele quem mostrou meu trabalho para a Academia. Pouco tempo depois, fiquei sabendo que fui aceito”, conta Mauro, agraciado por suas criações de escultura em sucatas e relíquias.

O título chegou após oito anos de dedicação à arte, o que traz um sabor a mais ao reconhecimento. “Não é muito tempo assim. É um outro patamar”, diz Mauro, cujos dias estão sendo ocupados com a produção de peças a serem expostas em abril na décima edição de um encontro internacional de escultores, realizado no Uruguai. Essa não será a primeira vez que suas obras estarão ao lado de criações de artistas estrangeiros. A próxima parada, ele adianta, é a França.

“No caso de pintura, é só colocar a tela debaixo do braço e partir. Com a escultura, é mais difícil”, acredita ele, que presenteará o vice-presidente uruguaio, Raúl Sendic, com um trabalho especial de motocicleta. “Será uma homenagem, pois o pai dele atravessava todo o país montado numa motocicleta.” Para dedicar mais tempo e conseguir ainda mais inspiração, o escultor trocou a movimentada Juiz de Fora pela sossegada Coronel Pacheco. “Precisava ter mais espaço e respirar um ar mais tranquilo para me dedicar de corpo e alma ao que faço.”