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‘Infinita’ enquanto existe


Por Tribuna

27/01/2015 às 07h00- Atualizada 27/01/2015 às 09h10

Projeto pesquisou com a população as diversas formas de uso dos recursos hídricos de Juiz de Fora

Projeto pesquisou com a população as diversas formas de uso dos recursos hídricos de Juiz de Fora

Mesmo que não tenha cor, cheiro ou sabor, a água é elemento vital para o ser humano: a maior parte de nossos corpos é composta de água; cerca de três quartos do globo terrestre são cobertos pelos oceanos, e mesmo assim, tratamos mal, como recurso infinito, o líquido que dá vida – a ponto de sofrermos, agora, com o longo período de estiagem que quase zerou nossos reservatórios, seca as torneiras e provocou o racionamento tanto de água quanto de energia elétrica. Por coincidência, é num momento crítico em nosso relacionamento com um dos mais importantes recursos naturais que o CCBM promove, neste terça-feira, a Mostra de Artes Integradas do projeto “Espelho d’água”, reunião de diversas manifestações artísticas a partir de um tema ao mesmo tempo “invisível” e essencial. O evento terá a apresentação de músicas, poesias e projeções de imagens ligadas à relação do morador de Juiz de Fora com as fontes de água da cidade.

A iniciativa foi aprovada em 2012 pela Lei Murilo Mendes e começou suas atividades em 2013, buscando histórias e memórias de moradores de vários bairros sobre minas, córregos e o Rio Paraibuna. Nessas conversas, a equipe responsável pelo projeto abordou de que forma a água era utilizada, seja em seu uso doméstico, religioso, de higiene pessoal, no trabalho e lazer, entre outras possibilidades, levando à tona (sem trocadilho) a discussão das relações culturais que a população pode ter com a água, indo dos sentidos subjetivos e funcionais a até mesmo os afetivos. Foi a partir dessas pesquisas que as músicas, poesias e experimentações visuais, que fazem parte da apresentação, foram criadas.

Para a mostra, as músicas serão interpretadas por Raquel Lara (vocal), Amanda Martins (flauta), Daniel Lovisi (violão), Caetano Brasil (flauta, clarinete, clarone e sax), Ricky Vargas (percussão) e Rafael Castro (piano e acordeom). Felipe Saleme fica responsável pela criação e execução das projeções imagéticas durante o espetáculo musical, e Lígia Gomes vai fazer leitura de textos produzidos pela equipe do projeto.

ESPELHO D’ÁGUA

 

Nesta terça-feira, às 20h

 

CCBM (Avenida Getúlio Vargas 200)

Entrada franca