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Sapucaias colorem de rosa paisagem do Mariano Procópio

Árvores centenárias do museu, das 155 espécies do parque, floresceram demarcando a primavera


Por Tribuna

26/10/2018 às 20h50

Mariano-Procópio
Registro feito do alto da Estrada Engenheiro Gentil Forn mostra parque tomado por árvores cujos frutos são comestíveis e semelhantes à castanha-do-pará (Foto: Fernando Priamo)

Visto do alto — da Estrada Engenheiro Gentil Forn, do Bairro Democrata e de alguns outros pontos da cidade — o Museu Mariano Procópio tornou-se uma grande tela pintada de diferentes tons de rosa. As cores são frutos das sapucaias plantadas no parque certamente durante a construção do imóvel que se tornaria a residência de veraneio da família Ferreira Lage, em 1861. Robustas, as árvores fazem parte de um conjunto de 155 espécies, segundo o levantamento mais recente, de 2017. De acordo com a assessoria de comunicação do museu, estufas para o replantio das espécies existentes no parque estão sendo construídas, com o intuito de garantir a sobrevivência e manutenção de sua fauna original.

Também chamadas de cabeça-de-macaco, castanha-sapucaia, sapucaia-vermelha, cumbuca-de-macaco e marmita-de-macaco, as sapucaias pertencem à família das Lecitidáceas (Lecythidaceae), presentes na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, medindo entre 20m e 30m de altura, com cerca de 1m de diâmetro. Ao longo do inverno, essas árvores perdem suas folhas e, durante a primavera, florescem. Seus frutos, duros e pesados, quando maduros liberam sementes grandes e comestíveis, adoradas por macacos e morcegos. O nome da planta surge, justamente, dos frutos. De origem tupi, sapucaia representa “olho que se abre”.

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O parque do museu fica aberto de terça-feira a domingo, das 8h às 18h e está localizado à Rua Mariano Procópio, 1.100, também com acesso, de terça a sexta, pela Rua Dom Pedro II.