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Som internacional na serra


Por MARISA LOURES

26/07/2013 às 07h00

A batida sincopada do jazz volta a agitar a Serra de Ibitipoca hoje e amanhã. Realizado há 14 anos, o Ibitipoca Jazz Festival se consagrou como um evento que reúne, na última semana de julho, nomes do gênero no circuito nacional e internacional. Quem abre a programação nesta sexta, a partir das 21h30, no Serra do Ibitipoca Hotel e Lazer, é a cantora americana Greta Bro e seu som influenciado por jazz, bossa nova, hindustani, kirtan, latin, reggae, ilha e pop mundial. A artista apresentará canções do seu último CD, "Love’s song", e sucessos de brasileiros cujas letras ultrapassaram as fronteiras do Brasil, como Dori Caymmi e Tom Jobim.

"Greta dará uma roupagem muito especial a nossas composições. Ela tem uma concepção muito espiritual de show, preocupa-se em transmitir energias boas e trabalha muito com a música voltada para as energias positivas do ambiente e do corpo, procurando divulgar a união de todos os povos", conta o músico e idealizador do evento, Hérmanes Abreu, que, neste ano, além de assinar a produção musical, dividirá a cena com a cantora com a performance de violão e voz. A responsabilidade de encerrar a noite é de Ivan Conti Quarteto. O baterista já participou de outras edições do festival, tocando com outros grupos, mas é a primeira vez que ele apresenta seu próprio trabalho.

Figura para lá de conhecida das montanhas, Dudu Lima Trio abre as atrações do sábado. No setlist, músicas autorais que vão compor seu próximo disco, a ser lançado em comemoração aos 25 anos de carreira, e arranjos novos para clássicos. "Podemos nos apresentar todo ano, mas um show nunca é igual ao outro. Rodamos sempre por vários locais, estamos com projetos novos e fazemos pesquisa incessante. A renovação para um grupo é sempre necessária", acredita Dudu, que deixa o palco para a banda Azimuth. O conjunto carioca, que já se apresentou nos quatro cantos do mundo, inclusive no Montreux Jazz Festival e North Sea Jazz Festival, volta à pequena localidade, após retornar de uma turnê na Europa, prometendo uma combinação de soul e funk jazz com o samba.

 

Hérmanes conta que, em 14 anos de evento, o cenário do jazz aqui no país é bem diferente do que era no início dos anos 2000. Graças a festivais como o de Ibitipoca e outros que pipocam por várias regiões brasileiras, o gênero só tem ganhado em popularidade. "O público sente falta de diversidade musical e quer ter opção de escolha. Quando começamos com o projeto, existiam quatro ou cinco festivais em todo o país. Hoje são quatro ou cinco rolando em cada estado", comemora o violonista, vislumbrando aumentar a programação da edição de 2014, quando a iniciativa comemora 15 anos. Oficinas e workshops com artistas consagrados estão em seus planos, embora não pense em expandir muito o formato do evento.

"Quero investir mais na parte educativa do jazz e realizar shows com entrada franca, como fizemos na décima edição. Ampliar o festivaldentro do hotel está fora de cogitação. As pessoas que vão lá gostam porque é deste tamanho mesmo. Existe um espectador que quer mais conforto. Por isso, a ideia é manter o formato de hoje em paralelo às apresentações em praça pública. Dessa forma, atendemos todos os gostos. Só precisamos ter mais apoio. Por isso, tentaremos entrar em leis de incentivo."

 

IBITIPOCA JAZZ FESTIVAL

 

Hoje e amanhã, às 21h30

 

Serra do Ibitipoca Hotel e Lazer

(Ingressos:

32-3214-7389)