Diário de bordo
Um verdadeiro cenário de cinema europeu é o que reserva a Dinamarca, em especial Aarhus, segundo maior município do país, perdendo apenas para a capital, Copenhagen. Com um inverno de temperaturas e ventos absurdos, paisagens inóspitas e muitas bicicletas caídas pelas ruas, a cidade consegue ser estranhamente fascinante.
Para nós, brasileiros, que estamos acostumados não apenas com a temperatura amena mas também com o calor humano, com os abraços e os sorrisos gratuitos, Aarhus causa estranhamento. Mas é claro, trata-se de uma cultura diferente e um clima que afeta também as relações sociais daquelas pessoas.
Mas não pense que frieza defina o povo dinamarquês. São extremamente educados, polidos além de terem um senso coletivo muito desenvolvido. Uma prova disso é que a maioria das bicicletas, meio de transporte mais utilizado na cidade, é estacionada nas ruas sem qualquer tipo de trava ou cadeado. Também não é raro encontrar carros abertos enquanto seus donos estão fora, comendo um kebab ou um falafel – tão comuns quanto nossos hambúrgueres ou cachorros-quentes.
A cidade possui uma grande universidade, referência em todo o mundo. Portanto, você vai esbarrar em jovens de toda parte do planeta, num mix cultural fascinante. O ARoS Aarhus Art Museum, um dos maiores museus do Norte da Europa, dá uma boa noção da arte dinamarquesa, além de uma vista de toda a cidade. A Thorskoven, uma floresta nos arredores da cidade que parece ter saído de um conto de fadas, também rende um ótimo (e gratuito!) passeio.
Só não se esqueça de reservar um dinheiro extra. As coroas dinamarquesas (moeda local) são realmente valiosas.









